Moradores reclamam da capoeira nas ruas

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Moradores reclamam da capoeira nas ruas

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

capoeiraO problema é anti­go. Lixo, móveis estragados, carros desmanchados, capoeira e restos de material de cons­trução civil tomaram conta das ruas no centro e nos bairros. Apesar das cons­tantes reclamações dos mo­radores, o descaso continua sem uma solução por parte da administração. Em alguns locais o material jogado nas esquinas favorece a procria­ção de mosquitos, ratos e animais peçonhentos.

A dona de casa Terezinha de Moura Brizola, 35 anos, que mora na rua Bento Gonçalves, diz que no local há mais de um ano nenhum servidor da prefeitura pas­sou para fazer a limpeza. “O mato está tomando conta e ninguém faz nada. Paga­mos nossos impostos em dia e temos o direito de ter nossas ruas limpas. É uma vergonha o que está acontecendo”, critica.

A aposentada Clari Mül­ler, 64 anos, explica que muitos moradores estão fa­zendo mutirão e limpam as calçadas na frente de suas casas. “Se esperar pela pre­feitura o mato toma conta. Cansamos de fazer pedidos e só escutar promessas”, lamenta.

Problema causa má impressão

Os vereadores Leandro Marmitt (PMDB) e Lovani Weind (PP) criticaram a falta de uma solução para o problema que é verificado também nos bairros. “Na Vila Célia as calçadas estão estragadas e tem capoeira por todo lado. O mato tomou conta da Casa do Morro que quase não se enxerga mais. Queremos uma solução, pois isso está causando uma má impressão para quem visita a cidade”, apontou Marmitt. Lovani disse que algumas ruas estão esquecidas. “Não sei por que nossos pedidos não são atendidos. Sempre prometem, mas nunca fazem”, lamenta.

Conforme o secretário de Obras Flávio Schossler, a limpeza das ruas iniciou esta semana. “Atrasamos um pouco, porque alguns servidores estavam de férias. Nas próximas semanas, vamos tentar recuperar os locais mais críticos”, destaca. Quanto ao material de construção e lixo jogado pelas vias, a prefeitura está fazendo a notificação das empresas e dos moradores para relizarem a retirada.

Foto Giovane Weber