Mudanças na Pasqualini atingem comerciantes

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Mudanças na Pasqualini atingem comerciantes

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Mudanças que proí­bem as conversões à esquerda na Av. Alberto Pasqualini serão feitas apenas a partir do dia 14 de março, mas já provocam muitas críticas. Os “laços” serão a forma de uso da via, visto que a única rótula que havia em frente ao Kikão Lanches e os retornos serão extintos. Alguns empresá­rios estimam que a dificuldade no acesso às lojas das duas primeiras quadras poderá gerar queda no movimento de clientes.

transitoO proprietário de uma conces­sionária de carros da rua Marcílio Dias, Rogério Kapler, reclama da forma como procedem nas mudan­ças e prevê reflexos no seu traba­lho. Segundo Kapler, a empresa possui um caminhão cegonha que descarrega veículos novos e precisa acessar a Pasqualini se­manalmente. “Com as mudanças o caminhão até consegue entrar na empresa, mas não conseguirá sair. Como vamos trabalhar?”, indaga. Para ele, as alterações não resolve­rão os problemas do trânsito. Ele acredita que uma solução seria a construção de uma rótula antes da ponte da BR-386, “o trânsito ficaria disciplinado”. Kapler cita o exemplo de uma cidade de Santa Catarina que com a criação de uma rotatória eliminou 37 semáforos.

Outro empresário que espera mais sensibilidade do governo municipal é Luis Carlos Brenner, proprietário das quatro lojas da concessionária de motos que fica na avenida. A empresa,que é a primeira do setor comercial em valor adicionado para a cidade, calcula uma queda de 30% nas vendas, porque algumas pessoas não terão paciência para fazer muitas voltas. Brenner acredita que a solução seja uma rótula na entrada da cidade. Ele lembra que nos finais de semana as fa­mílias que passeiam pela cidade sempre usam o retorno existente para voltarem ao centro, e com as mudanças a opção será usar o retorno da BR-386, ocasionando transtornos na rodovia.

As mudanças serão feitas nes­se perímetro da Pasqualini, por­que foi o trecho onde, segundo os técnicos responsáveis, acontecem as maiores concentrações de veículos, formando incômodas filas. O objetivo é o alargamento do trecho.

Estão previstas cinco formas de cruzar a Pasqualini e todas terão semáforos. Seu acesso se dará a partir da quadra anterior, formando os “laços”. Para chegar ao bairro Florestal é preciso en­trar na Av. Acvat, fazer o retorno no canteiro central e atravessar a Pasquilini, ou no caso de ruas normais como na quadra abaixo na loja Quero-Quero, é preciso entrar na rua Carlos Fett Filho (Microlins), passar pela rua Hugo Ruthner, acessar a Duque de Ca­xias e cruzar a Pasqualini.

Conforme o secretário Alberto Fluck, não será possível entrar na Av. Acvat pela Pasqualini, no sentido bairro/centro, somente por meio de outro laço que po­derá ser feito entrando na rua 25 de Julho, contornando a quadra e retornando pela Olavo Bilac. Fluck explica que as conversões à esquerda serão proibidas apenas no trecho entre o Posto Faleiro e o trevo de acesso à cidade.

Maior distância e mais tempo gasto

Atualmente para se dirigir do centro em direção à segunda quadra da cidade os motoristas precisam percorrer 600 metros pela av. Aberto Pasqualini a partir do Kikão Lan­ches, fazendo um retorno no canteiro central, junto ao Monumento dos Imigrantes. O tempo gasto apro­ximado em um horário de pouco movimento é de 1min14seg.

Com as alterações e a obrigatorie­dade de fazer os “laços” ou retornar pela BR-386, o tempo e percurso au­mentaram. Outro fator a considerar é que essas vias de acesso apresentam problemas. A estreita rua Barão do Triunfo tem buracos e fica trancada a maior parte do dia por caminhões que descarregam materiais para em­presas. A rua Dom Pedro II em ho­rários de maior movimento, torna-se difícil de ser cruzada ou até mesmo acessada. Para ilustrar, o jornal A Hora percorreu os novos trajetos na quarta-feira, às 15h18min, quando o tráfego estava menos intenso. Os semáforos foram considerados em todo trajeto (veja mapa).

Os técnicos responsáveis da prefeitura não admitem adaptações, mas os empresários ainda acreditam na sensibilidade dos envolvidos. Setores internos da prefeitura também divergem sobre as mudanças na Av. Pasqualini que atualmente não tinha maiores problemas. O trecho mais complicado está localizado mesmo além da BR-386 em direção ao bairro São Cristóvão, onde não haverá mudanças.