Trânsito mostra primeiros reflexos

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Trânsito mostra primeiros reflexos

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Nos dois primeiros dias de trânsito alterado, algumas contradições pareciam latentes: enquanto o trânsito fluía em alguns sentidos, em outros, principalmente, na rua Carlos Von Koseritz, pacientes desembarcavam sobre a via, numa disputa entre carros e pedestres.

transito complicadoHouve muitas dúvidas com a questão dos pontos de ônibus que mesmo ficando no mesmo lugar foram modificadas algumas linhas.

O movimento na rua Júlio de Castilhos ficou mais fluente, porém na Benjamin Constant veículos trancaram o cruzamento de algumas ruas, demonstrando a falta de costume ao utilizar via maior para chegar na cidade. Alguns pedestres evitavam a travessia, mesmo com a sinaleira funcionando, duvidando que alguns veículos parassem.

Para alguns motoristas a troca melhorou o luxo de trânsito. Conclusões poderão ser tiradas daqui a seis meses, segundo o Departamento de Trânsito de Lajeado.

Conforme o taxista Lindoberto Wiebbeling a mudança melhorou o escoamento dos carros, principalmente, na rua Júlio de Castilhos.

“Fiz quatro corridas em instantes, o que antes levaria muito mais tempo devido aos engarrafamentos”, disse. O comerciante Mauro Dellosbel achou positiva a mudança. “Interessante, venho pouco ao centro, mas espero que melhore.”

Doentes desembarcam direto na via

Os cerca de 50 motoristas de vans e ambulâncias da região e até de fora do estado que transportam pacientes ao Hospital Bruno Born (HBB) reprovaram a alteração na rua Carlos Von Koseritz. Segundo eles, os doentes que são trazidos diariamente para exames econsultas estão desembarcando na via.desembarque na rua

“Trazemos pessoas com dificuldade de locomoção, cadeirantes e idosos que não conseguem ser rápidos para atravessar a rua”, disse Adelfo Barron Cello, que traz pacientes de Anta Gorda há 20 anos.

A situação também é crítica no outro lado do hospital, que faz frente com a Júlio de Castilhos, no Centro de Tecnologia Avançada (CTA). O motorista Itamar Luiz Trentin, deIlópolis, concorda com a reclamação. “É necessário largar o doente, no mínimo na calçada. Assim é complicado”, fala.

Segundo o diretor técnico do HBB, Cláudio Klein, a solução emergencial seria permitir estacionamento do lado esquerdo da rua e de forma oblíqua. “Vamos estudar uma formade acesso interno ao hospital, como existe no pronto-socorro, mas não podemos utilizá-lo para as vans, pois precisa estar livre”, fala.

A solução a longo prazo seria, segundo Klein, a “urbanização da via”, que significa transformá-la em calçadão, permitindo acesso somente a veículos credenciados. “Isso é um projeto para o futuro e sabemos que há financiamentos para isso”, argumenta.

Colisões aumentaram

De acordo com os dados da Brigada Militar, desde a meia noite do dia 15 até a meia- noite do dia 16, três colisões ocorreram: duas com danos materiais e outra com lesão na Av. Alberto Müller e ruas Sete de Setembro e Sabiá. As estatísticas foram ampliadas com a mudança no trânsito. Nos dias 22 e 23 (segunda e terça-feira) até o fechamento dessa edição, quatro colisões foram registradas. Duas delas na rua Benjamin Constant e outra na João Abott, segundo o subcomandante capitão Inácio Caye.

Ontem, por volta das 15h, um Vectra placas IIJ-0569 vinha pela rua João Abott, quando foi surpreendido por um Kombi placas IHY-5571 que vinha pela Pinheiro Machado. O condutor da Kombi, Antonio Rodrigues de Moraes, utiliza o veículo para o trabalhocom pinturas e foi a primeira vez que passava pelo trânsito modificado. “Olhei para cima, como de costume e como não vinha ninguém atravessei”, disse. “Ele arrancou rápido sem olhar para baixo”, falou o condutor do Vectra Luis Gilberto Peiter.

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