Localização privilegiada, potencial turístico inexplorado, amplo espaço, vocação à cultura germânica. São diversos os fatores que tornam o Parque Histórico um local especial. Mas movimentos recentes tornam o seu futuro incerto. A parceria público-privada (PPP) que buscava dar um melhor aproveitamento à área não deve mais sair. A empresa que havia elaborado projeto e despontava como potencial interessada na concessão desistiu.
E como fica agora?
Há quem defende um “uso misto” da estrutura. Ou seja, não deixar tudo sob responsabilidade da iniciativa privada, com o Poder Público tendo papel importante. Seja qual for a escolha, uma coisa é fato: trata-se de um espaço único na cidade e que precisa de um olhar mais carinhoso das autoridades.

Foto: Mateus Souza
“Bairro dividido”
O São Cristóvão, há décadas, está entre os bairros mais pujantes de Lajeado. Entretanto, é possível perceber diferentes realidades dentro de um mesmo território. Essa “divisão” foi mencionada pelo vice-presidente da associação de moradores durante debate do projeto “Lajeado – Um novo olhar sobre os Bairros”. E, de fato, isso se percebe ao transitar pelas ruas, sobretudo na parte mais a oeste de Lajeado, próximo à ERS-130. A carência em infraestrutura viária é evidente. E isso é pouco observado, em meio aos grandes empreendimentos próximos à avenida Pasqualini.
Sossego x pujança
O Alto do Parque experimenta uma nova dinâmica desde o começo da década. As mudanças no Plano Diretor proporcionam um momento diferente a uma localidade antes estritamente residencial. Agora, as casas de alto padrão passam a dividir espaço com empreendimentos dos mais variados ramos. O setor gastronômico é um que desponta com força, mas há também os setores comercial, de serviços. Até um hotel está para abrir as portas. O desenvolvimento chegou. Mas a qual preço? Talvez, o do sossego, uma das características sempre exaltadas por moradores.
Nova sede?
Uma das entidades mais tradicionais sediadas no São Cristóvão, a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) não descarta a construção de uma nova sede. O prédio atual, com 1,6 mil metros quadrados, já não comporta o provável crescimento para os próximos anos. A necessidade aponta para uma estrutura com pelo menos 3 mil metros quadrados. Ou seja, quase o dobro do imóvel atual. Se esse desejo se tornar realidade, é bem provável que a Apae se mude para outro bairro.
Das Ruas
- A prática de corridas e caminhadas cresce de forma exponencial em Lajeado. Para além dos benefícios à saúde, há também um outro aspecto positivo: a segurança. Mais pessoas nas ruas significa menos espaço para mal intencionados. Sujeitos que vão pensar duas vezes antes de cometer algum delito, mesmo à noite. A cidade agradece;
- Mas esse estímulo à prática esportiva também precisa vir acompanhado de um olhar carinhoso do Poder Público. A começar pela iluminação pública, ainda precária em diversas praças e parques. O mato e a vegetação alta também inibe as pessoas dos ambientes de lazer. Espaços públicos adequados se fazem com investimentos;
- Ainda sobre lazer, é interessante ver a ocupação do Parque Ney Santos Arruda. Nem mesmo a tragédia climática do ano passado foi capaz de afastar as pessoas da orla do Rio Taquari. Não se pode dizer o mesmo de algumas ruas do chamado “Centro Histórico”. Há locais onde a situação é, no mínimo, degradante. E isso é preocupante;
- A primeira edição do projeto “Vereadores nos Bairros” levou a estrutura do Legislativo de Lajeado ao bairro Jardim do Cedro. O evento também reuniu moradores de outros quatro bairros e foi avaliado de forma positiva pela presidência da Câmara. Uma iniciativa importante, visto que uma parte considerável da população se queixa do distanciamento entre vereadores e a população;
- Está previsto para começar no próximo dia 12 o serviço temporário de recolhimento de lixo e coleta seletiva na cidade. Cada um será feito por uma empresa diferente. Serão seis meses de trabalhos, até que um novo e definitivo processo licitatório seja aberto pelo município, a partir de um estudo a ser contratado.