Acil busca consolidar parque como polo regional de eventos

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Acil busca consolidar parque como polo regional de eventos

Entidade e município irão pleitear a inclusão do projeto de reforma da estrutura no Fundo do Plano Rio Grande. Defesa Civil deve ganhar novo espaço. Custo total da obra pode chegar a R$ 20 milhões

Acil busca consolidar parque como polo regional de eventos
Infraestrutura limitada tem impedido a atração de outras feiras de grande porte. (Foto: Frederico Sehn)

Iniciativa liderada pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e também defendida pelo município, a modernização do Parque do Imigrante é a aposta das autoridades para consolidar um “polo regional de eventos”. O projeto de modernização da estrutura está elaborado. Falta sair do papel, e este é um dos principais objetivos para os próximos anos.

A ideia é transformar o espaço localizado no Alto do Parque para fomentar o desenvolvimento econômico da cidade. A estimativa é que a reforma demande entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões, com recursos buscados em diferentes esferas.

Segundo o presidente da Acil, Joni Zagonel, a reforma do parque atende a uma demanda histórica do setor produtivo, em contar com um espaço adequado para feiras e eventos em Lajeado. “Esse desejo é antigo especialmente dentro da Acil, que organiza grandes eventos no local. Agora, o poder público tem sinalizado favoravelmente que irá viabilizar esse investimento”, destaca.

Hoje, o principal evento realizado no parque é a Expovale, de caráter regional. As duas últimas edições (2022 e 2024) foram promovidas de forma conjunta com a Construmóbil, voltada ao setor imobiliário e da construção civil. No entanto, a infraestrutura limitada tem impedido a atração de outras feiras de grande porte.

“Já perdemos eventos que estavam prontos para vir para cá, mas que, por falta de estrutura, acabaram indo para outros locais”, lamenta Zagonel. Menciona, por exemplo, a TranspoSul, feira do setor de transportes que chegou a ser cogitada para Lajeado, mas foi descartada por falta de estrutura adequada.

Projeto inclui a criação de uma estrutura multiuso, com espaço para a Defesa Civil (Foto: Divulgação)

Melhorias significativas

O projeto arquitetônico encomendado pela Acil prevê melhorias significativas. A principal intervenção será na área compreendida pela portaria da Avenida Parque do Imigrante, pelo restaurante, o Pavilhão 1 e o saguão. “Esses espaços não estão mais adequados às necessidades atuais. Reformá-los custaria quase o mesmo que construir uma nova estrutura”, explica Zagonel.

Além de qualificar o parque para eventos, a reforma também terá uma função social importante. O projeto inclui a criação de uma estrutura multiuso, que permitirá ao parque servir como um centro de operações em situações de crise, como nas enchentes e outras catástrofes naturais.

“Durante a última grande enchente, o parque foi fundamental para abrigar mais de mil pessoas e servir de base para a Defesa Civil. Agora, prevemos espaços adequados para esse tipo de emergência”. Entre as melhorias previstas, estão a construção de uma sala de operações, auditório para eventos técnicos e espaços modulares para diferentes usos.

Estacionamento e acessibilidade

Outro problema recorrente do Parque do Imigrante é a falta de estacionamento adequado, especialmente durante grandes feiras. Para solucionar essa questão, a Acil pretende estabelecer parcerias com a Univates e o Colégio Alberto Torres (Ceat) e permitir a utilização de suas estruturas de estacionamento durante os eventos.

A ideia é que os visitantes deixem seus carros em estacionamentos parceiros e sejam transportados até o parque, garantindo mais organização e segurança.

Recursos via Funrigs

Para viabilizar financeiramente a reforma, Acil e governo de Lajeado buscam recursos em diferentes fontes. Entre elas, está o Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), que contempla investimentos tanto em resiliência climática quanto em desenvolvimento econômico.

Atualmente, a Acil trabalha na fase de desenvolvimento dos projetos executivos para fornecer informações detalhadas à licitação da obra. “Nosso objetivo é entregar ao município um projeto estruturado, pronto para captação de recursos e execução”, destaca Zagonel.

A prefeita Gláucia Schumacher considera a obra como uma das prioridades para os próximos anos e aguarda execução dos projetos complementares para ter o “custo efetivo” do empreendimento. “Precisamos de um espaço melhor, para fazer mais feiras, eventos. E optamos por colocar a Defesa Civil junto [no projeto]. Todos saem ganhando”.

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