A Hora instala mais três câmeras e sobe para cinco os pontos com transmissão

Reconstrução do Vale

A Hora instala mais três câmeras e sobe para cinco os pontos com transmissão

Projeto feito em parceria com ONG internacional prevê monitoramento em 30 locais, aplicativo com informações sobre verbas públicas em cidades atingidas pela inundação e conteúdos jornalísticos sobre retomada

A Hora instala mais três câmeras e sobe para cinco os pontos com transmissão
Projeto do A Hora é financiado por fundo internacional. Empresa do Vale do Taquari foi uma das três selecionadas em todo o Brasil. Entre elas, é a única com jornal impresso. (Foto: Fábio Kuhn)
Vale do Taquari

O Grupo A Hora instala câmeras para monitorar as obras de reconstrução pós-enchentes que atingiram a região em 2023 e 2024. O projeto, financiado pelo Fundo Internacional para Mídia de Interesse Público (IFPIM, sigla em inglês), prevê a instalação de 30 aparelhos, além do desenvolvimento de um aplicativo que permitirá à população acompanhar as obras e fiscalizar a aplicação de recursos públicos.

O veículo de imprensa do Vale do Taquari foi uma das três empresas de comunicação do país selecionadas pelo projeto. Após a transmissão em dois pontos, nas proximidades da ponte sobre a ERS-130, entre Lajeado e Arroio do Meio, e a outra entre Travesseiro e Marques de Souza, na passagem baixa, mais três aparelhos estão em operação.

Ficam em Forquetinha (na Ponte do Storck), no bairro Lambari, em Encantado (para monitorar a construção de novas moradias), e no centro de Roca Sales (nas imediações da JBS).

Conforme o editor-chefe da Central de Jornalismo, Felipe Neitzke, os equipamentos cobrem áreas estratégicas, como pontes, estradas e obras de habitação. O trabalho será de forma gradual, com outras 25 câmeras previstas em cidades atingidas pelas inundações.

Segundo o diretor de conteúdo do A Hora, Fernando Weiss, o acompanhamento e a transmissão ao vivo dos locais são uma forma de responder às lacunas de informação que marcaram o auge das enchentes.

Na avaliação dele, a falta de monitoramento durante a tragédia deixou marcas. “Como veículo de comunicação comprometido com a comunidade regional, buscamos contribuir para além de informar. Também com um papel social de manter a vigilância tanto no que se refere ao risco de novos episódios extremos, quanto na aplicação do dinheiro público para a reconstrução.”

Junto com isso, o objetivo também é de auxiliar na cultura de prevenção junto à comunidade para futuros eventos climáticos, diz. As câmeras estão acessíveis pelo Youtube e no portal grupo A Hora.

Novo aplicativo

Além das câmeras, o projeto inclui o desenvolvimento de um aplicativo que permitirá o acesso às imagens em tempo real, com informações organizadas sobre os investimentos públicos. A plataforma também vai receber conteúdos enviados pela comunidade, como denúncias e sugestões, além de reportagens sobre o processo de reconstrução.

O consultor do projeto, Eduardo Tessler, destaca que o aplicativo será uma ferramenta essencial para engajar a população. “Vamos mostrar o que está sendo cumprido e o que ficou na promessa. A população poderá opinar e acompanhar cada etapa da reconstrução”, explica.

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