O deputado estadual Felipe Camozzato (NOVO), membro da Frente Parlamentar Contra os Pedágios, esclareceu que, apesar do nome da iniciativa sugerir oposição à cobrança, o grupo reúne parlamentares com diferentes posicionamentos, unidos pelo propósito de buscar ajustes na proposta atual.
A frente, instalada na última terça-feira, 1º, por iniciativa do deputado Paparico Bacchi (PL), conta com 23 parlamentares. Entre as principais críticas do grupo, Camozzato questiona a viabilidade da concessão na forma proposta, destacando o investimento de cerca de R$ 7 bilhões em obras planejadas, algumas das quais não condizem com a necessidade real. Como exemplo, cita a duplicação entre Serafina Corrêa e Guaporé, que, segundo ele, não se justifica devido ao baixo fluxo de veículos.
Por isso, a frente defende uma revisão criteriosa para garantir que as obras ocorram onde há demanda comprovada. Além disso, cobra um maior aporte de recursos do governo estadual para reduzir os impactos econômicos da concessão.
Caso as negociações políticas e administrativas não tragam soluções satisfatórias, há a possibilidade de questionamentos jurídicos. No entanto, os parlamentares afirmam que a judicialização deve ser o último recurso, evitando insegurança jurídica e sobrecarga do Judiciário.
A expectativa de Camozzato é que a mobilização resulte em um modelo mais equilibrado e sustentável para a concessão das rodovias do Bloco 2, garantindo que o processo atenda às necessidades da população sem onerar excessivamente os usuários.