A presidente do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Taquari (Codevat), Cíntia Agostini, afirmou ter sido pega de surpresa com a instalação da frente parlamentar contra o pedágio. “Sabemos que há posições controversas e perspectivas diferentes sobre essa proposta, mas essa frente parlamentar nos surpreende neste momento, quando a consulta pública já foi encerrada e as considerações, de forma mais ampla, já foram feitas”, disse.
Cíntia destacou que as diferentes regiões em que o Bloco 2 se aplica apresentam visões distintas sobre a implementação de pedágios. “Embora algumas áreas demonstrem divergência, a questão não se resume a uma simples oposição de deputados. O representante do grupo de trabalho, Adelar, buscou diálogo com os parlamentares, para apresentar os resultados das discussões e enfatizar a importância de considerarem os aspectos técnicos da proposta”, explicou.
A presidente reforça que ser contra o pedágio apenas por ser contra não traz avanços. “Já temos uma concessão, já pagamos pedágio. O que precisamos é de um projeto melhor do que o que nos foi apresentado”, pontuou. Ela reconhece que ninguém gostaria de pagar pedágio, mas pondera que há necessidade de infraestrutura, mobilidade e logística. “Nessas condições, essa tem sido a hipótese mais plausível”, afirmou.
Discussão madura e busca por melhorias
Cíntia defende que todos devem estar juntos para uma discussão sensata e madura sobre o tema. “Se for para revisar o processo, que seja feito de forma responsável. O ‘contra por contra’ ou o ‘a favor por a favor’ não são positivos. Precisamos construir o melhor projeto possível”, destacou.
O grupo de trabalho segue atuando em parceria com associações de prefeitos e o governo do Estado, mantendo suas posições e agurdando as respostas sobre a remodelação da proposta. Ela ainda explica que separar o bloco de concessão traz desafios relacionados a obras e financiamento.
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