Caminhada mobiliza comunidade e reforça mensagem de inclusão

DIA DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

Caminhada mobiliza comunidade e reforça mensagem de inclusão

Evento organizado pela Apae reuniu famílias, profissionais e alunos para conscientizar sobre a importância do respeito e da valorização das pessoas com autismo

Caminhada mobiliza comunidade e reforça mensagem de inclusão
Caminhada pelo autismo mobiliza comunidade e reforça mensagem de inclusão (Fotos: Maira Schneider)
Lajeado

Vestidos de azul, profissionais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), professores, alunos, familiares e membros da comunidade participaram, na manhã desta quarta-feira, 2, da caminhada alusiva ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo. O evento, realizado anualmente, busca dar visibilidade à causa e promover a inclusão.

A diretora da Apae, Ana Paula Rech, destaca a importância da mobilização. “É um movimento de conscientização e, principalmente, de valorização – tanto das famílias quanto dos profissionais envolvidos e, acima de tudo, das pessoas com autismo. A ideia é reforçar o respeito, o acolhimento e a defesa de direitos”, afirma.

O percurso reuniu participantes de diversos municípios, que seguiram até a Praça da Lyall, no bairro São Cristóvão. No local, balões coloriram o céu em um gesto simbólico. Entre os presentes, estava Ivete Scheuermann Stacke, de Marques de Souza, acompanhada do filho Kauã Rodrigo Stacke, de 11 anos, que participa da caminhada pelo quinto ano consecutivo.

Ivete cuida do filho Kauã desde pequeno e o acompanha em todas as atividades

“Como mãe, esse momento é muito importante para que a sociedade enxergue o autismo de forma mais empática. As pessoas com autismo têm suas limitações, mas conseguem fazer tudo à sua maneira. Este ano é especial porque é o primeiro em que meu filho começou a escrever e acompanhar melhor as atividades. Estou muito feliz com essa conquista”, comemora Ivete.

Sorridente, Kauã compartilha sua alegria com o evento. “Gostei muito de participar, soltei meu balão. Já sei escrever, adoro ler e andar de bicicleta”, conta o garoto. Desde 2014, ele recebe acompanhamento na Apae e tem demonstrado avanços significativos em seu desenvolvimento. “Cada pequena conquista dele é imensamente gratificante”, acrescenta a mãe.

Luciliane Heming e o filho, Nícolas

A caminhada também reforça a importância da inclusão e da aceitação. Para Luciliane Heming, técnica de enfermagem e mãe de Nícolas, de 17 anos, a luta diária das famílias é por um olhar mais respeitoso da sociedade. “Queremos mostrar que as pessoas com autismo têm seu espaço e que não são um problema. Elas são tão normais quanto qualquer outra pessoa. Nossa luta é contínua, e cada passo que damos, como este evento, é essencial para ampliar a conscientização”, conclui.

Acompanhe
nossas
redes sociais