O envelhecimento do RS e a imigração

Opinião

Filipe Faleiro

Filipe Faleiro

Jornalista

O envelhecimento do RS e a imigração

A tendência é que nos próximos dez anos, haja uma reversão da pirâmide etária. Mais pessoas idosas do que jovens de até 15 anos.

Famílias com menos filhos. Isso é o que se vê no mundo. Na lupa do Brasil, o primeiro a sentir essa onda será o RS. Agora, em 2027, estima o IBGE. No resto do país, entre 2037 e 42.

O presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa, durante a primeira edição do Tá na Mesa, abordou a temática e alertou: “precisamos de um novo movimento migratório. Como ocorreu com a vinda dos alemães e dos italianos.” Preste atenção no significado dessa análise: trata-se de um dos principais representantes do setor produtivo gaúcho.

A narrativa dele considera o apagão da mão de obra, a mudança geracional em termos de consciência sobre futuro e a carreira profissional, e, claro, o envelhecimento.

Para se ter uma ideia, Santa Catarina, estado com um perfil semelhante ao RS, só terá uma mudança etária após 2060.

Como pode? A taxa de natalidade é similar a gaúcha, os aspectos culturais, sociais, de formação social também.

A diferença é a atração de novos moradores, inclusive do exterior. Fica a lição, se o Rio Grande do Sul quer se desenvolver, ser
importante economicamente ao país, vai precisar atrair pessoas. Imigração sem preconceito e sem o caça às bruxas dos governos que chamam os estrangeiros de criminosos.

Governador, está mais “Caumo” na secretaria?

Com a saída do ex-prefeito de Estrela, Rafael Mallman, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, o cargo está em aberto.

A substituição seria do ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo. No fim do encontro com empresários ontem na Federasul, o governador Eduardo Leite comentou essa possibilidade.

“Seria uma grande alegria contar com ele. Agora é discutir com o partido, o União Brasil. Vamos tratar deste assunto nos próximos dias.”

Agora, no campo da análise, essa resposta mostra um indicativo. A nova pergunta que se ergue: o ex-progressista teria esse respaldo dentro da nova legenda?

Esperamos a resolução deste plot nos próximos dias.

O paradoxo da tecnologia

O Nobel de Física, Geoffrey Hinton, é conhecido como o padrinho da Inteligência Artificial. Trabalhou para grandes empresas de tecnologia, entre elas a Google. Depois de décadas como um entusiasta da tecnologia como meio de transformação, encontrou uma problemática que se torna cada vez mais evidente. Confira o que ele disse:

“É loucura, pois estamos falando sobre um grande aumento de produtividade. Então, haverá mais bens e serviços para todos. Todos deveriam estar em uma situação melhor. Mas, na verdade, vai ser o contrário. O que vai acontecer é que esse enorme aumento de produtividade vai gerar muito mais dinheiro para as grandes companhias. Quando aumenta a diferença entre ricos e pessoas que perderam seus empregos (para a tecnologia), você cria um terreno fértil para o fascismo. Isso é muito assustador. Podemos apenas estar tornando as coisas cada vez piores, mesmo querendo fazer algo para ajudar a todos.”

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