A nova lei sobre o uso de celulares nas escolas traz poucas mudança em relação ao já praticado na instituição, destaca o diretor do Centro de Educação Básica Gustavo Adolfo, Edson Wiethölter. Em vez de focar na punição, a escola aposta na conscientização e na responsabilidade dos alunos.
Desde 2013, o centro utiliza o celular como ferramenta pedagógica, segue o protocolo e orienta os estudantes para o bom uso do dispositivo. “No início, tivemos algumas situações que exigiram a intervenção dos professores, mas, com o tempo, a experiência mostrou que, com a orientação adequada, os alunos podem usar o celular de forma produtiva, como material pedagógico”, comenta o diretor.
Wiethölter ressalta que a escola reconhece a presença do aparelho no dia a dia da sociedade e a importância de considerar pesquisas sobre o impacto do tempo de uso, especialmente entre crianças. “A lei chega em um bom momento para organizar um sistema que não estava funcionando em outras instituições, onde o celular acabava se tornando a prioridade dos alunos”, reflete.
O diretor também enfatiza que o debate sobre o uso consciente do celular deve começar dentro de casa, com a participação ativa dos responsáveis. “É preciso alinhar o discurso. Não é um tema exclusivo da escola, as famílias devem discutir esse assunto, e essa conscientização refletirá dentro das instituições de ensino. Quanto mais alinharmos a cultura escolar e familiar, mais estaremos contribuindo para a formação integral dos estudantes.”
Além do debate sobre o uso da tecnologia em sala de aula, Wiethölter destaca que, a partir deste ano, a instituição utilizará novos recursos digitais, como robôs, para otimizar as atividades administrativas. Segundo ele, essa mudança acompanha a contemporaneidade e se torna necessária diante da escassez de profissionais no mercado de trabalho.
Economia prateada
Com foco na qualidade de vida da terceira idade, o Centro de Educação Básica Gustavo Adolfo investirá em educação e bem-estar para os idosos. O diretor Edson Wiethölter afirma que a iniciativa busca garantir um envelhecimento ativo e com mais oportunidades de aprendizado.
O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas algumas atividades devem ser disponibilizadas ainda este ano. “Acreditamos que a continuidade plena da vida passa pela educação e pelo incentivo a novas experiências, independentemente da idade”, destaca Wiethölter.