Um problema antigo e que, volta a meia, surge com força na cidade. As reclamações com relação ao recolhimento de lixo não vem de hoje. Mas parece que, neste começo de 2025, a paciência da população se esgotou de vez. E a administração municipal dá indícios de que não está nada contente com o serviço atual.
Abordado pela prefeita Gláucia Schumacher na reunião-almoço da Acil semana passada, o assunto esquentou nos últimos dias, com direito a discursos inflamados de vereadores nas sessões da câmara. Afinal, em abril, encerra o contrato atual com a empresa responsável pela coleta. E o desejo da gestora municipal é resolver a questão o quanto antes.
Para buscar um “modelo ideal” de coleta de resíduos, Gláucia vai contratar um estudo. A ideia, claro, é promover melhorias nos serviços. Essa análise externa não irá apontar uma solução mágica, mas, sim, caminhos. Contudo, sabemos, um estudo pode demorar. Semanas e meses.
Se o estudo não ficar pronto até abril, a prefeita não descarta um contrato emergencial até que tenha o modelo ideal para o serviço em mãos. Até aí, tudo bem. Difícil é imaginar que alguma empresa demonstre interesse em fazer a coleta de forma temporária, e num curto período. Mais uma dor de cabeça para o município.
Aliás
Na reunião-almoço – e também em outras ocasiões –, Gláucia não escondeu a preferência pela instalação de contêineres nas ruas. Usou como uma das justificativas a falta de mão de obra para o serviço de coleta de resíduos.
Vim de uma cidade – Cachoeira do Sul – onde os contêineres são adotados há mais de uma década. Houve uma gritaria inicial, mas, aos poucos, a população se acostumou com a presença desses equipamentos nas ruas. Como me mudei algum tempo depois, não me sinto apto a afirmar se houve melhora ou piora no serviço. Mas é uma alternativa. A melhor? Difícil dizer.
As próximas semanas serão decisivas. O município aguarda por um estudo completo e viável. E a população espera por um serviço mais qualificado. De Conventos ao Jardim do Cedro, passando pelo Centro, Jardim Botânico, Centenário e São Cristóvão, a insatisfação é grande.
DAS RUAS
- O calor extremo dos últimos dias tem lotado a orla do Rio Taquari. Mesmo nas segundas-feiras, é grande a circulação de pessoas nas imediações do Parque Ney Santos Arruda. E, ao lembrar da destruição causada pela enchente de maio de 2024, vejo como um movimento importante de reocupação de um espaço de convívio e lazer da comunidade.
- O bloqueio do acesso principal a Conventos, pela BR-386, deu luz à precariedade de vias alternativas dentro do bairro. A Arno Eckhardt é um exemplo. O trecho mais próximo da rodovia é todo de chão batido e, com o grande movimento de veículos, quem sofre são os moradores, com a nuvem de poeira que avança sobre as casas.
- O bairro São Cristóvão vai ganhar dois importantes equipamentos públicos nos próximos anos. O novo posto de saúde vai atender a uma demanda crescente daquela região. E a Central de Polícia vai possibilitar um atendimento mais qualificado a população, além de um espaço mais digno para o trabalho dos próprios agentes.