Bate-boca na câmara faz mesa diretora criar código de conduta

TERCEIRA SESSÃO CONSECUTIVA

Bate-boca na câmara faz mesa diretora criar código de conduta

Intriga entre vereadores de Teutônia causou interrupções durante os trabalhos legislativos na noite de terça-feira

Bate-boca na câmara faz mesa diretora criar código de conduta
Presidente lidera elaboração de código de conduta e ética para punir excesso no plenário da câmara. (Foto: Grazi Nabinger)
Teutônia

A sede do Poder Legislativo teutoniense tem sido palco de discussões que destoam do tema político. Na sessão dessa terça, 26, vereadores levantaram o tom de voz, adotaram gestos provocativos e bateram nas mesas de forma agressiva. O debate envolveu dois políticos experientes: Valdir de Oliveira do Amaral “Dirinho” (PSD) e Hélio Brandão (PSDB), além da vereadora Neide Jaqueline Schwarz (PSDB). Intrigas pessoais têm sido recorrentes, mas não serão toleradas, segundo o presidente da Câmara, Luias Henrique Wermann (PSD).

A rusga iniciou durante o pronunciamento da vereadora Neide. Na tribuna, questionou falas do vereador Dirinho, citou o cargo ocupado por sua filha em 2024 e não cedeu a palavra ao colega quando solicitada por ele. Depois, o vereador do PSD recebeu espaço e expandiu o debate. Gestos provocativos envolveram Brandão na discussão e mesmo com a sequência da sessão, os vereadores trocaram farpas distantes do microfone. Brandão solicitou intervenção do presidente.

O chefe do Legislativo trabalha na estruturação de um código de ética e decoro parlamentar. Iniciativa que é desenvolvida desde janeiro, quando ocorreu o primeiro atrito pessoal durante uma sessão da câmara. “É uma pena que tenhamos que disciplinar vereadores, eleitos pelo povo. Não vamos censurar vereador A ou B, mas vamos disciplinar os trabalhos da Casa do Povo”, afirma Luias. Matéria deve ser apresentada pela Assessoria Jurídica na próxima sessão, prevista para 11 de março.

“Repudio a atitude”, diz Dirinho

“Ela [Neide] falou da minha filha. Família não tem nada a ver com isso. O debate entre políticos acontece, mas não se envolve família no meio”, diz Dirinho. Vereador afirma que se estivesse como presidente do Legislativo, teria cortado o microfone da vereadora e adotado um posicionamento de repúdio imediatamente. “Não dá pra deixar a Neide e o Hélio fazer o que quiserem, julgar as pessoas”, comenta. Ainda, menciona que falou ao atual chefe da Câmara que a cedência de espaço durante pronunciamentos na tribuna vai “sempre dar problema”.

“Ele usa a tribuna de forma estranha”, aponta Brandão

“Ele não fala de projetos, só fala dele e da família. É muito chato, povo não gosta disso. Câmara é pra apreciar projetos e levar reivindicações da comunidade”, afirma Brandão. Além disso, cita insatisfação de outros vereadores que pedem que a tribuna seja utilizada por todos para debate de matérias, “não citar pessoas”. Acredita que Dirinho tem alguma implicância do passado. “Temos certe vergonha pela atitude do vereador, a fala dele nas últimas três sessões… os ataques”, pontua.

“Usa política para cabide de emprego”, comenta Neide

“No ano passado ele fez, fez, fez, até que conseguiu colocar a filha dele na Câmara. Quando pedi a ela para que me levasse a Porto Alegre, que era uma atribuição ao cargo, ela disse que não sabia ir”, conta a vereadora, mencionando a situação que deu início às discussões de terça. Cita a ausência de debate sobre projetos, “ele não traz proposta, só fala da família, e isso me irritou. Esse vereador usa a política para conseguir cabide de emprego para familiares”, argumenta.

Acompanhe
nossas
redes sociais