Cruzeiro do Sul busca acelerar liberação de recursos para novas escolas

REESTRUTURAÇÃO

Cruzeiro do Sul busca acelerar liberação de recursos para novas escolas

Após enchentes, município aguarda recursos federais para ampliar vagas na rede de ensino

Cruzeiro do Sul busca acelerar liberação de recursos para novas escolas
Com estrutura de 14 salas de aula de aproximadamente 40 metros quadrados, escola tem capacidade para 25 alunos por sala. (Foto: divulgação)
Cruzeiro do Sul

A educação em Cruzeiro do Sul vive um momento de desafios e superação. Após a destruição das escolas municipais pela enchente de maio do ano passado, a Secretaria de Educação do município está em busca de recursos federais para a construção de novas unidades escolares.

Segundo a secretária Roselene Marmitt, a “Nina”, já foram planejados projetos para a construção de duas Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis) e duas Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs), ambos aprovados em junho de 2024 pelo governo federal.

Cita que nesse momento, há uma expectativa na liberação dos recursos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para dar início aos trâmites legais. Comenta que o prefeito César Leandro Marmitt, o “Dingola”, está em Brasília para tratar diretamente com o FNDE e tentar acelerar o processo. “Temos pressa, pois iniciamos o ano letivo com dez famílias sem vagas na educação infantil”, explica a secretária.

Com a destruição das Emefs Passo de Estrela e Antônio Domingos Cíceri Filho, os alunos foram realocados na recém-construída Escola Municipal Nossa Senhora de Fátima, que hoje atende 106 crianças, das quais 76 no período integral.

Reestruturação e impactos logísticos

A nova estruturação do ensino municipal sofreu mudanças significativas, como a necessidade de transporte escolar para estudantes que antes frequentavam escolas próximas as residências. “Os novos projetos preveem a construção das escolas em locais seguros, fora das áreas de risco de enchentes. A mudança gerou um impacto, especialmente no transporte. Estimamos um aumento de pelo menos 120 a 130 passagens que antes não eram necessárias”, pontua Nina.

A vantagem ressalta que, apesar dos desafios, o retorno às aulas traz esperança de um período mais estável após dois anos turbulentos. “A Escola Nossa Senhora de Fátima foi construída praticamente do zero, graças ao esforço de voluntários. É uma escola feita com amor ao próximo, e saber que, mesmo diante de novos eventos climáticos, ela não será afetada, aquecerá o coração”, acrescenta.

Atualmente, a educação infantil do município conta com cerca de 400 crianças matriculadas, número que representa a ocupação máxima dos Emeis disponíveis.

O papel do voluntário

A solidariedade foi um fator essencial para que a Escola Nossa Senhora de Fátima se tornasse realidade. Claudia Trevisan, uma das voluntárias envolvidas no projeto, foi responsável por buscar apoio financeiro para a construção do novo educacional.

“Desde o início, minha função foi encontrar empresários e pessoas dispostas a contribuir. Costumo dizer que o objetivo do voluntariado não é buscar holofotes, mas sim inspirar outros a seguir esse exemplo. Deus colocou muitos corações solidários no meu caminho para que esse projeto se tornasse possível”, relata Claudia.

Ela também intermediou a chegada de um container que servirá de cozinha para o educandário. A instalação dele ocorreu nessa terça-feira.

A escola foi inaugurada em 18 de novembro do ano passado e recebeu, inicialmente, os alunos das escolas destruídas. O nome foi escolhido em conjunto entre voluntários, Poder Executivo e Legislativo, como uma homenagem à santa cujo monumento aparece intacta no Passo de Estrela, mesmo após a enchente, simbolizando fé e esperança no recomeço.

Com estrutura de 14 salas de aula de aproximadamente 40 metros quadrados, a escola tem capacidade para 25 alunos por sala. Suas divisórias e paredes externas foram construídas em madeira compensada dupla, garantindo segurança e conforto aos estudantes.

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