“A prevenção é a chave para uma vida longa e com qualidade”

Abre aspas

“A prevenção é a chave para uma vida longa e com qualidade”

O médico cardiologista Marcos Annes Henriques, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, possui uma sólida trajetória profissional e vasta experiência em grandes hospitais do estado. Sua motivação para se especializar em cardiologia surgiu de uma experiência pessoal com seu avô, que enfrentou problemas cardíacos graves. Como missão, Henriques busca conscientizar a população, por meio de um atendimento humanizado, sobre a importância dos exames preventivos e da adoção de um estilo de vida saudável para combater a principal causa de mortes no país: as doenças cardiovasculares

“A prevenção é a chave para uma vida longa e com qualidade”
Foto: acervo pessoal

Por que a prevenção é tão crucial para manter a saúde cardiovascular?

Na cardiologia, a prevenção é fundamental. Não apenas é possível, mas altamente recomendável adotar uma abordagem preventiva para a saúde do coração. Como costumo dizer: “É muito mais fácil prevenir um incêndio do que apagá-lo.” É claro que, em situações de emergência, como um infarto ou um AVC em curso, a intervenção hospitalar imediata é crucial. No entanto, meu objetivo é evitar que meus pacientes cheguem a esse ponto. Acredito que, por meio da conscientização e da adoção de hábitos saudáveis, podemos reduzir significativamente o impacto dessas doenças. A prevenção é a chave para uma vida longa e com qualidade.

Quais são os principais fatores que influenciam a ocorrência de infartos e mortes precoces? Como os hábitos de vida impactam a saúde cardiovascular?

A genética, os hábitos de vida, o ambiente e a regularidade na prevenção e no acompanhamento médico são fatores determinantes. Dentre eles, os hábitos de vida são os mais influentes. Alimentação equilibrada, qualidade do sono, controle da pressão arterial e do colesterol, manutenção do peso adequado e a eliminação do consumo de álcool e tabaco são pilares fundamentais para a saúde cardiovascular. Além disso, a prática regular de atividades físicas, o controle do estresse e a construção de bons relacionamentos sociais também desempenham papéis cruciais na proteção do coração.

O infarto e o Acidente Vascular Cerebral costumam apresentar sintomas?

Sim, tanto o infarto quanto o AVC podem apresentar sinais, mas nem sempre são evidentes. Muitas pessoas, mesmo sem sintomas, podem ter fatores de risco e obstruções arteriais. Indivíduos com histórico de vida desregrada e sem acompanhamento médico podem acumular obstruções por 20 anos ou mais. Um pico súbito de pressão arterial pode bloquear a circulação, sem tempo para buscar ajuda. Infelizmente, muitas vítimas de infarto não chegam ao hospital, perdendo a chance de tratamento.

Por fim, como você escolheu essa especialização?

Minha trajetória na cardiologia foi profundamente influenciada pelo meu avô, que enfrentou duas cirurgias de ponte de safena e um aneurisma de aorta abdominal, um procedimento bastante complexo para a época. Essas experiências despertaram meu interesse pela área, e durante a faculdade, os pacientes cardiológicos sempre chamavam minha atenção em conversas, exames e discussões de casos. Acredito que é fundamental entender o que motiva cada pessoa a querer viver mais e melhor. Hoje, como cardiologista, priorizo o atendimento humanizado. Ao conversar com meus pacientes, busco compreender suas motivações e anseios, pois isso me permite oferecer um cuidado mais completo e eficaz, proporcionando-lhes a qualidade de vida que almejam.

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