O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS) projeta uma condição melhor para os produtores de leite no estado a partir do decreto assinado pelo governo gaúcho que retira o benefício fiscal do crédito presumido para as empresas que importarem leite em pó ou queijo de países como Argentina e Uruguai.
Conforme Joel, o cenário ideal seria o governo federal criar uma legislação no mesmo modelo com abrangência para todos os estados brasileiros, o que não ocorre em função de acordos comerciais com os países vizinhos. “Será um mercado mais competitivo, a empresa antes de comprar leite desses países terá que fazer as contas. Uma pena que a regra permite a mudança apenas a partir de 2025, até lá pode ser que muitos produtores ainda desistam”, explica.
Dados do Radar do Mercado Gaúcho, da Receita Estadual, revelam que 54% do leite integral em pó adquirido no Rio Grande do Sul nos últimos 12 meses (entre março de 2023 e fevereiro de 2024) teve origem em outros países. Em 2023, o valor dos créditos fiscais presumidos utilizados pelas empresas do setor ultrapassou R$ 230 milhões.
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