Ocorreu na manhã desta quarta-feira, 27, uma visita técnica ao aterro sanitário de Lajeado. A atividade faz parte da programação da 1ª Semana Municipal do Lixo Zero.
Os participantes, que foram pessoas da comunidade, puderam conhecer todo o caminho percorrido pelo lixo produzido na cidade. A responsável técnica pelo aterro, Bianca Mocelin, comenta que as pessoas destinam seus resíduos para as lixeiras e não enxergam o que acontece com esse material depois que é recolhido.
Assim que os caminhões chegam no aterro, eles passam pelo processo de pesagem. Depois, o material é descarregado na central de triagem. Ali, 50 funcionários da cooperativa que atua no aterro separam o que chega. “É feita a triagem por tipo, como plástico, metal, vidro, e assim por diante”, explica Bianca.
Este material reciclável que foi separado passa para o processo de prensagem para, em seguida, ser destinado para a reciclagem e voltar para a cadeia produtiva. Já o rejeito é aterrado. A célula em uso neste momento tem vida útil de mais um ano, projeta a especialista. Ela iniciou os trabalhos em 2015 e hoje são cerca de 15 metros de profundidade com lixo. “Depois ela é encerrada e o trabalho de monitoramento continua a ser feito por muitos anos”.
Além disso, no local existe a estação de tratamento de efluentes, onde o chorume é tratado. Esse líquido passa por processos químicos até estar em condições de retornar para o meio ambiente. “É um processo complexo. Mas é para garantir que não ocorra a contaminação do solo, da água, do ar. Assim todos podemos viver em harmonia”, diz Bianca.
Mudança de hábitos
Um dos objetivos da atividade foi conscientizar a população e estimular a mudança de hábitos. De acordo com Gabriela Roehrs, integrante do centro de educação ambiental de Lajeado, a ideia é sensibilizar que as pessoas façam em casa e separação correta do lixo em sua casa, ou ainda incentivar a criação de composteiras domésticas.
“Assim, as pessoas podem diminuir o volume dos resíduos que produzem. O que é muito positivo, já que tudo isso para aqui no aterro. E o município tem um gasto enorme”, diz Gabriela.
Sobre o aterro
Por dia, cerca de 68 toneladas de lixo são destinadas para o aterro sanitário de Lajeado. Esta é a média, considerando coleta seletiva e convencional. Além disso, apenas 3% deste lixo é reciclado.