Das 1248 doses da vacina contra Covid-19 destinadas a Lajeado, uma foi aplicada na enfermeira Patrícia da Rocha, 42. A profissional, que atua na linha de frente do atendimento a pacientes em estado grave de saúde por conta do vírus, foi vacinada no início da noite de terça-feira, 19, em um ato simbólico que deu início ao processo de imunização no município.
Patrícia foi comunicada pela direção do HBB na manhã da mesma terça-feira, 19. Uma surpresa, que horas depois se transformou em emoção. “Fiquei muito feliz pelo reconhecimento, nunca pensei que eu seria a primeira. É gratificante poder representar todos os colegas de profissão”, comenta.
Nas primeiras horas depois da aplicação da dose do imunizante, a enfermeira afirma que não teve nenhum sintoma, dor, ou reação. Além disso, ela incentiva que outras pessoas integrantes dos grupos prioritários nesta primeira etapa da campanha realizem a vacina, quando contatadas. “Se todos se vacinarem, o vírus vai perder a força dele e não vai ter mais o poder de contaminação que ele tem hoje”, finaliza.
Linha de frente
Patrícia foi uma das primeiras profissionais da casa de saúde a se disponibilizar a trabalhar na linha de frente da Unidade Covid-19. Diariamente está em contato com pacientes com necessidade de internação por complicações da doença. Para ela, a rotina seguiu como se estivesse em qualquer outra área de atendimento, mas com algumas peculiaridades.
“Os pacientes com Covid-19 se desestabilizam muito mais rápido do que pacientes com outras doenças relacionadas ao pulmão. Por isso precisamos ter mais atenção. Além disso, eles ficam sozinhos, sem acompanhantes, o que faz com os profissionais precisem ficar mais atentos e agir com mais rapidez diante de qualquer sinal, já que os quadros de saúde podem piorar rapidamente”, comenta a enfermeira.
Os cuidados continuam
Os cuidados de prevenção contra o coronavírus devem ser mantidos mesmo com a chegada da vacina. As principais atitudes seguem sendo o uso de máscara, a higienização das mãos e evitar aglomerações. “Essa é a luz no final do túnel. A partir de agora é um caminhar para voltar à vida normal. Mas esse caminho é longo, e que precisa de paciência”, diz Patrícia.