Vale aguarda revisão de bandeiras com internações estáveis

Pandemia no RS

Vale aguarda revisão de bandeiras com internações estáveis

Uso da capacidade hospitalar com pacientes graves de covid-19 demonstram equilíbrio em comparação com as últimas semanas. Por outro lado, pesquisa sobre prevalência do vírus aponta que uma a cada 82 pessoas já se contaminou

Vale aguarda revisão de bandeiras com internações estáveis
Município chegou ao recorde de casos ativos na quarta-feira, 18. Foto: Divulgação
Estado

Pela primeira vez desde o início do estudo da Ufpel, a prevalência do novo coronavírus ultrapassou 1% da população gaúcha. O resultado da sétima etapa foi apresentado ontem, em transmissão ao vivo pela internet.

Conforme os dados, a proporção de pessoas com anticorpos para a covid-19 é de 1,22%, o que corresponde a quase 140 mil pessoas que têm ou já tiveram a doença. Significa um caso para cada 82 gaúchos. Pela tabulação anterior, era um positivo para cada 104 pessoas.

Na análise do governador Eduardo Leite, há um indicativo de que os números oficiais de contágio estão próximos da circulação real do vírus no RS. “Ao mesmo tempo, esses resultados reforçam que ainda estamos vivendo um momento de expansão do vírus”, disse.

Por outro lado, há um indicativo de estabilidade nas internações de pacientes graves. Pelo sistema de monitoramento de leitos da Secretaria Estadual da Saúde (SES), as taxas de ocupação dos leitos de UTI oscilaram entre a mais baixa, com 68,8% em 28 de junho, e mais alta até agora, 78,3%, da sexta-feira passada.

No país, redução do contágio

Conforme estudo do Imperial College, uma das instituições mais conceituadas do mundo em relação à covid-19, o Brasil teve a primeira desaceleração nas transmissões desde abril.

Com base nos dados do centro de controle de epidemias, a taxa de contágio foi de 0,98. Esse número indica para quantas pessoas um paciente infectado consegue transmitir o vírus. Pela conclusão da entidade, como a transmissão não chega a um, há um indicativo de que a covid-19 está em desaceleração.

Em julho, o Brasil apresentou taxas de 1,01, situação definida como “fora de controle” por autoridades sanitárias e especialistas. Com a redução, no entanto, o país deixou a zona vermelha pela primeira vez depois de 16 semanas.

 

 

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