Patrimônio histórico e arquitetônico do município, a Casa do Morro passa por recuperação com o apoio do poder público e da comunidade. O governo municipal garante a retomada dos trabalhos em janeiro.
De acordo com o prefeito Cesar Leandro Marmitt, a reforma é realizada com recursos próprios, além de doações e de dinheiro arrecadado em eventos do grupo Amigos da Casa do Morro. Segundo ele, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas pela administração, a obra é uma das prioridades para 2016.
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“Será o foco principal do setor de obras, assim como a construção da pista de skate no parque poliesportivo”, afirma. Conforme o prefeito, o imóvel estava com o piso comprometido, o que fazia as paredes afundarem. Em setembro, sete metros de concreto foram aplicados no solo da estrutura, além de pedras para refazer o alicerce.
“Estava perigoso, com as madeiras completamente podres e tomadas de cupim”, aponta. Conforme o prefeito, a próxima etapa será a colocação de uma viga para firmar as paredes e, em seguida, a instalação do forro e do telhado.
Segundo Marmitt, além das dificuldades financeiras do município, um dos principais empecilhos para o avanço dos trabalhos é a falta de mão de obra. “Temos um quadro funcional enxuto. Se deslocamos todos os servidores para a Casa do Morro, deixaremos de fazer trabalho externo e reparos nas escolas.”
Ele projeta solucionar o problema com a contratação de um novo pedreiro aprovado em concurso público. Para Marmitt, a importância histórica e arquitetônica do local motivou o comprometimento da administração com o projeto de reforma.
Patrimônio histórico
Tombada em 2006 pelo então prefeito Rudimar Müller, a Casa do Morro foi construída no século XIX pelo tenente-coronel Primórdio Centeno Xavier de Azambuja. Ao voltar da Guerra do Paraguai, Azambuja teve a casa onde morava atingida por uma enchente, em 1873, e decidiu realizar a obra no alto do morro para evitar problemas em caso de novas cheias do Rio Taquari.
Com a morte do militar, em 1898, a casa foi alugada e depois arrematada em um leilão. A compradora foi Leocádia Vilanova de Azambuja, que morou no local com os filhos até 1914. Depois disso, algumas famílias viveram na residência antes dela ser abandonada. Quando Cruzeiro do Sul se emancipou, em 1963, o casarão se tornou patrimônio do município. O prédio aguarda por reforma desde 2001.