Supermercados fecham no feriado de amanhã

Você

Supermercados fecham no feriado de amanhã

Sindicatos não fecham acordo sobre dissídio anual

Os moradores da região devem antecipar as compras nos supermercados para o feriado de Corpus Christi. O desacordo entre os sindicatos dos trabalhadores e os patronais deixará os estabelecimentos fechados amanhã.

Crédito: Anderson LopesEntre os motivos está o impasse acerca do piso estadual, definido no fim do ano passado e contestado pela Fecomércio. De acordo com o presidente do Sindicomerciários, Marco Daniel Rockenbach, as negociações coletivas da categoria aguardam uma decisão judicial.

Iniciadas em março, as tratativas deveriam decidir, até o fim de maio, o dissídio coletivo e o trabalho nos feriados. O Sindicomerciários pede a aplicação do piso de R$ 1.053, mas o Sindigêneros, patronal responsável pela região, nega o pedido.

“A Fecomércio entrou com ações na Justiça alegando inconstitucionalidade no piso regional e o Sindigêneros se recusa a negociar até a decisão judicial”, ressalta Rockenbach. Segundo ele, sem acordo salarial, a categoria não trabalhará em feriados. “É nosso único poder de barganha.”

O presidente do Sindicomerciários acredita que o impasse será resolvido entre junho e julho. Com isso, estaria assegurada a abertura dos estabelecimentos a partir do próximo feriado, no dia 7 de setembro.

Regras do feriado

Para amanhã, fica proibida a utilização de funcionários remunerados em qualquer comércio, sob pena de multas que variam de R$ 2 mil a R$ 5 mil por trabalhador.

A atuação de proprietários, sócios e familiares próximos é permitida, mas abusos serão fiscalizados e denunciados à Justiça do Trabalho.

Marco Rockenbach pede que proprietários de estabelecimentos que se sentirem lesados com a decisão contatem com o Sindigêneros, com sede em Santa Cruz do Sul.

Segundo ele, alguns empresários fizeram reclamações no sindicato dos comerciários. “Cada categoria tem sua representação e a defesa dos donos dos comércios é feita pela patronal.”

Piso regional

Em dezembro do ano passado, a Assembleia Legislativa aprovou projeto que ampliou em 16% o piso salarial gaúcho. Com isso, os trabalhadores do comércio passariam a receber R$ 1.053. O salário mínimo para a categoria era de R$ 908 antes do reajuste.

A Fecomércio entrou na Justiça alegando inconstitucionalidade na proposta. Alega que o percentual aprovado interfere nas negociações entre sindicatos dos trabalhadores e patronais. Em março, o Tribunal de Justiça do Estado rejeitou a ação.

A Fecomércio solicitou ajuda da Confederação Nacional do Comércio, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal. A questão será analisada pelo ministro Dias Tófoli.

Acompanhe
nossas
redes sociais