Estradas que garantem nossa sobrevivência merecem melhor atenção

Opinião

Diogo Fedrizzi

Diogo Fedrizzi

Estradas que garantem nossa sobrevivência merecem melhor atenção

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Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Além da destruição de milhares de casas, de prejuízos milionários às empresas e às propriedades rurais, a maior catástrofe climática do Rio Grande do Sul também trouxe impactos à infraestrutura rodoviária. Rodovias pavimentadas, estradas interioranas de chão batido, vias intermunicipais sofreram danos que impactaram, e ainda afetam, a logística não só da região, mas do Estado todo.

Acredito que esse trágico cenário serviu para que as autoridades competentes olhem finalmente com mais atenção para estradas que hoje garantem a sobrevivência de nossas cidades. Falo das rodovias 332, também conhecida como a Rota da Erva-Mate; da 129, nos trechos de Muçum a Guaporé (quem não lembra da Curva da Morte?) e de Roca Sales a Colinas; e até mesmo da 425, que liga Coqueiro Baixo à BR-386 e que ainda aguarda a pavimentação. Imaginem como estaríamos sem esses acessos agora?

Foto: Diogo Fedrizzi

Aliás, a novela do asfalto no trecho de seis quilômetros entre Roca Sales e Colinas terá mais um capítulo neste sábado, 22, com o novo protesto de moradores. E garantem, “sem motivos eleitoreiros”, como chegou a insinuar o secretário estadual de Transporte e Logística, Juvir Costella, em entrevista ao colega Henrique Pedersini na Rádio A Hora 102,9 FM. Convenhamos, não é momento para comentários nesse tom.

Ampliação do “Plantão” do Hospital

Boa notícia para a saúde regional. Começou nesta semana a obra de ampliação do Pronto-Socorro do Hospital Beneficente Santa Terezinha (HBST) de Encantado. Além dos investimentos da própria instituição, ainda em 2022 o governo do Estado repassou R$ 2 milhões, valor utilizado também na construção do novo bloco cirúrgico, já em funcionamento. A revitalização do “Plantão”, como é conhecido pela comunidade, é um importante avanço no projeto de modernização da casa de saúde que beneficiará, e muito, à população.

Sensibilidade de um muçunense

O muçunense Vitório Gheno tinha 18 anos e já morava em Porto Alegre quando o Rio Grande do Sul enfrentava a,
até então, pior enchente da história, em 1941. Hoje, aos 100 anos, o renomado artista plástico, jornalista e publicitário mantém sua rotina profissional na capital.

Sensibilizado com as quatro tragédias climáticas em oito meses que destruíram sua terra natal, Gheno repro- duziu, por meio da técnica de aquarela sobre papel, a imagem da Igreja Matriz Nossa Senhora da Purificação (foto). A peça mede 65 x 50 centímetros e será leiloada. O valor arrecadado será destinado para duas escolas de educação infantil de Muçum, a Pingo de Gente e a Família Feliz. O leilão pode ser acessado no site danielchaiebleiloeiro.com.br. Belo exemplo!

Bastidores

  • Em Ilópolis, o vice-prefeito Fernando Dapont é o pré-candidato do MDB para tentar manter o partido no comando da Cidade da Erva-Mate. Nos últimos dois mandatos, Dapont foi o fiel parceiro do prefeito Edmar Rovadoschi. Ele também ganhou visibilidade ao presidir a Turismate, a Festa da Erva-Mate, em três edições. Vencedor nas duas últimas eleições, Rovadoschi (foto) já decidiu o que vai fazer da vida quando deixar o gabinete da Prefeitura em dezembro: retornará à rotina em sua propriedade como produtor de suínos e gado leiteiro.
  • Ainda em Ilópolis, o ex-prefeito Olmir Rossi (PDT) é um dos cotados para liderar a chapa da oposição. Rossi é o atual presidente da Associação Gaúcha de Municípios (AGM).
  • Guaporé já sente os impactos da migração de pessoas que residiam em municípios impactados pelas enchentes, como Roca Sales e Muçum, e que procuram a Cidade das Joias e Lingeries para recomeçar suas vidas. O aumento da procura pelas vagas em escolas é um reflexo desse movimento.

Eu pergunto!

Será que vai dar polêmica na Câmara de Vereadores o projeto de financiamento de até R$ 20 milhões encaminhado pelo governo de Encantado?

O recurso, conforme argumenta o Executivo, será utilizado para a reconstrução do município após as enchentes, principalmente, em obras de infraestrutura urbana e rural, que incluem um novo distrito industrial e os programas habitacionais.

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