“Fui contaminado pelo amor à genealogia”

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“Fui contaminado pelo amor à genealogia”

Luiz Carlos Rota Gosmann, 65, é escritor e natural do interior de Roca Sales. Já foi professor de matemática e fez carreira na Caixa Federal, atuando em vários municípios do Vale do Taquari como gerente e economista. Atualmente, Gosmann é presidente do Centro de Apoio e Pesquisa de Encontro de Famílias (Capef), que reúne associados de todo RS e alguns de SC, visando a promoção dos encontros de famílias e estimulando a produção de livros com registros históricos e genealogia

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“Fui contaminado pelo amor à genealogia”
Foto: acervo pessoal
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Há quanto tempo o senhor faz essas pesquisas e transforma elas em livro?

Comecei a escrever em 2005, pesquisei até 2012 e lancei o primeiro livro “A saga do imigrante italiano em busca da terra nostra – A rota da família Rota e Rotta” em Porto Xavier e Leandro N. Allem, na Argentina. Não parei mais de escrever após isso.

Como surgiu essa ideia?

Queria retribuir a indicação de um tio-avô chamado Danúncio Rota, para um trabalho de estafeta no antigo Banco Sulbrasileiro, organizando um encontro que era seu sonho que foi feito em Roca Sales em 2005. Nesse encontro, expus o material histórico que ele enviava para os sobrinhos com cartas recebidas da Itália e fotos dos parentes antigos. Os Rota e Rotta presentes no encontro, sugeriram que o material seria importante subsídio para a escrita de um livro. A partir daí, em paralelo ao meu trabalho na Caixa Federal, passei a pesquisar e finalmente em 2012 consegui realizar meu sonho, lançando um livro da família de 744 páginas. Fui contaminado pelo amor à genealogia, a pesquisa histórica e nunca mais parei.

Do que falam suas obras?

Minhas obras falam da história dos imigrantes nos países de origem, seus caminhos na vinda para o Brasil, as agruras enfrentadas por eles, com muitos documentos e fotos históricas comprovando os fatos e inserindo dados importantes dos integrantes, com um paralelo para a genealogia com fotos até os dias atuais. Selecionei primeiro os meus avós e bisavós Rota, Gosmann, Gugel e, em seguida, escrevendo no mesmo molde, sobre os familiares da minha esposa, seguindo para famílias de outros parentes.

Quais são os maiores desafios das pesquisas?

Na pesquisa histórica, você encontrar realmente as pessoas, os documentos, é muito difícil de checar, pois no relato eu procuro sempre colocar alguns documentos para demonstrar a realidade tratada. Então, isso, documentos antigos, é uma coisa difícil. Como eu falo em genealogia em seguida, também é difícil conseguir encontrar as pessoas antigas que tenham conhecimento das histórias do passado. E, ao mesmo tempo, fica a dificuldade de conferir se esses relatos têm algum significado. Embora, em 99% dos casos que entrevistei, eu pude constatar no futuro que eram relatos verdadeiros.

E para aqueles que querem ler os seus livros, que opções existem?

No momento eu estou com a venda direta através do meu WhatsApp. Mas, normalmente, a maioria deles, nós fazemos o lançamento nos encontros de famílias e as famílias adquirem. O próximo será sobre a Revolução Federalista, que vamos lançar em Estrela, provavelmente ele será distribuído em alguma livraria.

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