Fundef tem papel consolidado no auxílio a pessoas com fissura labiopalatina

NOSSOS FILHOS

Fundef tem papel consolidado no auxílio a pessoas com fissura labiopalatina

Fundação atua na recuperação de crianças há 32 anos com atendimento voltado também ao cuidado com desenvolvimento da fala e questões odontológicas. Hoje, instituição passa por processo de troca de sede, com terreno próximo ao Centro Clínico da Univates

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Fundef tem papel consolidado no auxílio a pessoas com fissura labiopalatina
Contribuições para Fundef podem ser feitas por meio de doações para o Comdica de até 6% do valor devido do Imposto de Renda (Foto: Rodrigo Gallas)
Lajeado

Em atuação há 32 anos, a Fundação para Reabilitação das Deformidades Crânio Faciais e Reabilitação Auditiva (Fundef) recebe reconhecimento dentro e fora do estado. Com mais de 14 mil cadastros ativos, passa pelo processo de mudança de sede, fruto da parceria entre a prefeitura de Lajeado, Hospital Bruno Born (HBB), Universidade do Vale do Taquari (Univates) e o governo do Estado.

“Saber que os pacientes do Rio Grande do Sul têm um local para serem encaminhados e bem tratados é muito gratificante. Nossa sala de recepção é quase uma sala de terapia. Os pacientes se conhecem e percebem que não estão sozinhos”, destaca o cirurgião e diretor técnico da Fundef, Alain Viegas Detobel.

Convidado de quinta-feira, 1, de “Nossos Filhos”, programa multiplataforma do Grupo A Hora, pontua que o cuidado com os pacientes começa logo após o nascimento, entre os dez e 15 dias de vida, e segue até os 20 anos de idade.

Segundo Viegas, a fissura labiopalatina, condição dos indivíduos atendidos, é uma deformidade congênita que manifesta uma falha no céu da boca, no lábio e no nariz. Durante o acompanhamento, o cuidado com a saúde auditiva e o desenvolvimento da fala, afetados pela condição médica, também fazem parte do processo de reabilitação.

“Ao final do período de tratamento, as limitações que geram a deficiência não estão mais aparentes, sejam elas físicas ou indícios de escape de ar nasal e dificuldade de fala. O que fica é apenas uma cicatriz”.

Equipe médica

“Deformidade no lábio não afeta apenas na questão estética. Desenvolvimento da fala, audição e formação da arcada dentária também estão envolvidos. Por isso, uma equipe médica multiprofissional bem treinada, com atendimento específico para idade, faz a diferença na recuperação do quadro”, afirma.

O cirurgião detalha que o atendimento inicia pela estrutura administrativa. “São os responsáveis por fazer com que os pacientes cheguem a Fundef pelas conexões com Secretarias de Saúde”. Equipes de enfermagem, acolhem e auxiliam no aleitamento e alimentação, e fonoaudiólogos, que contribuem no diagnóstico de definição de perdas auditivas ou escape de ar nasal na fala também compõem o quadro de profissionais.

Após o reconhecimento da situação, começam os procedimentos com os responsáveis pelo tratamento cirúrgico e odontologistas. “Não há como fazer cirurgia de palato em paciente com cárie. Esse foi um dos movimentos que nos estimulou a atender na área odontológica”.

Nesse processo, um dos diferenciais é o apoio psicológico e a assistência social prestadas. A casa de acolhida da Fundef também recebe destaque. Conforme Viegas, o espaço, gratuito e com contribuição voluntária, é pensado para que os pacientes tenham onde passar a noite em dias de atendimento.

Nova sede

Com sede na Avenida Benjamin Constant desde 2019, ponto que facilitou o acesso e o crescimento da instituição, a Fundef trabalha em parceria com o HBB. Além de ser o local em que a fundação cresceu, foi onde atendimentos e procedimentos cirúrgicos foram realizados.

Agora, a união se estende na construção do novo prédio do centro de atendimento. A colaboração entre governo do Estado e do município, Univates e o hospital, a construção, próxima ao Centro Clínico da universidade, foi erguida ao lado do prédio 16. A obra, orçada em R$ 5,6 milhões, tem pouco mais de R$ 4 milhões vindos do estado e cerca de R$1,5 milhão de Lajeado.

“Estamos contentes com a mudança e a nova oportunidade. A Fundef, assim como Univates, HBB e prefeitura são instituições com grandeza maior que devem unir as forças no intuito do crescimento e manutenção da instituição”.

Entre as formas de contribuir com a Fundef, exemplifica Viegas, está a doação de parte do Imposto de Renda. “Por ano, até 6% do valor devido pode ser redirecionado para o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica)”, finaliza.

VII Curso Teórico-Prático de Fissura Labiopalatal

  • Data: 4 a 6 de abril
  • Local: Fundef, HBB e Clínica Dr. Wilson Dewes
  • Convidados especiais: Renato Freitas, Melissa Zanttoni Antoneli, Rosa Helena Wanderley Lacerda, Carlos Giugliano, Diego Steinberg, Terumi Okada Ozawa e Maria Inês Pegoraro-Krook
  • Práticas: Oficina de prótese de palato, cirurgias ao vivo, discussões de caso, aulas teóricas

*Mais informações: cursos@fundef.org.br ou (51) 99301-1574

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