“O esporte não foi apenas um hobby e sim uma forma de vencer um câncer”

ABRE ASPAS

“O esporte não foi apenas um hobby e sim uma forma de vencer um câncer”

A história de Tiago Seibel Weiler é inspiradora. Hoje tem 18 anos mas foi aos 10 que começou a sentir complicações. Foi diagnosticado com câncer e após uma séries de internações foi no esporte que encontrou a força para vencer

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Atualizado sexta-feira,
02 de Fevereiro de 2024 às 14:12

“O esporte não foi apenas um hobby e sim uma forma de vencer um câncer”
Foto: acervo pessoal
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Como você descobriu o diagnóstico e as primeiras complicações?
Foi em 2015. Eu senti fortes dores nas pernas, tive febre e isso me levou ao pronto socorro. Fizemos uma série de exames com especialistas. Um pediatra localizou um nódulo e ali iniciou a suspeita de leucemia.

E como foi o tratamento?
Depois disso, fui encaminhado a um oncologista em Porto Alegre, no hospital Santo Antônio. Foi lá que tive a confirmação de um câncer.

Como a notícia foi recebida pela família?
A família tomou um susto, eu era muito jovem, foi algo difícil de compreender. O tratamento foi duro também, foram dez internações totalizando 200 dias entre idas e vindas, devido às sessões intensivas de quimioterapia. Eu enfrentei algo totalmente desconhecido mas nunca perdi a esperança.

Qual a tua ligação com o esporte?
Olha, foi no mundo dos esportes que encontrei força para vencer. Sempre fui apaixonado desde cedo por atividades físicas. Com essas complicações, tive que abandonar temporariamente seus passatempos favoritos.

Como o esporte te ajudou?
Eu fui resilientes e foi isso que me impulsionou. Com isso, pude voltar a fazer várias atividades como o futebol, ciclismo e corrida. Isso pra mim é uma fonte de superação, até os dias de hoje. Sempre falo que nestes casos nunca podemos desistir e sim buscar forças para vencer nossos desafios. O meu objetivo era ficar bom e pra isso tive que lutar muito.

E como encontrou forças para vencer o câncer e como a família de ajudou?
Encontrei forças na determinação de superar os obstáculos, e a família desempenhou um papel crucial. Tivemos o apoio emocional constante, o que foi fundamental. Além disso, a paixão pelo esporte me proporcionou uma motivação extra, mostrando que a vida pode ser reconstruída mesmo após os momentos mais difíceis.

Alguma dica e recado para os mais jovens que desejam vencer?
A minha dica é nunca perder a esperança, buscar apoio da família e amigos, e encontrar na paixão por algo, como o esporte, uma fonte de força. Seja resiliente, porque a superação vem quando enfrentamos os desafios de frente.

Qual foi a maior dificuldade?
A maior dificuldade foi lidar com o desconhecido, tanto no diagnóstico quanto no tratamento. A incerteza do que viria a seguir e a intensidade das sessões de quimioterapia foram desafiadoras. Mas a paixão pelo esporte e o apoio da família foram fundamentais para superar esses momentos difíceis.

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