“Se tu não gostar do que faz, acaba fazendo por obrigação”

ABRE ASPAS

“Se tu não gostar do que faz, acaba fazendo por obrigação”

Coordenador da Comunidade Sagrada Família, na Linha Porongos, em Estrela, fala sobre a experiência de ter sido festeiro na comunidade do bairro Pinheiros, onde viveu por 30 anos, e seu atual cargo

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“Se tu não gostar do que faz, acaba fazendo por obrigação”
Estrela
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Como surgiu seu envolvimento com as ações comunitárias?

É um costume que vem de família, esse gosto por participar das organizações de festas. Me escolheram para ser festeiro na São Cristóvão, isso em 2008, depois na comunidade do Pinheiros. Até que no ano passado fui escolhido como membro da diretoria da Porongos, para ficar à frente da Comunidade Sagrada Família.

E como você percebe a importância dessa participação para a comunidade?

É importante porque as comunidades precisam de alguém que esteja à frente, para manter as atividades. Particularmente, eu gosto. Tem que gostar, né? Se tu não gostar do que faz, acaba fazendo por obrigação. No meu caso, eu faço por prazer. Me sinto gratificado e, se o povo gosta, é melhor ainda.

O que é mais desafiador no dia a dia dentro da diretoria?

O maior desafio é conseguir juntar as pessoas. O que quero dizer com isso? A comunidade, para mim, é uma família. Como em casa tem marido, esposa, filhos, temos que ter esse senso na comunidade. Se tu tens a comunidade junta, unida, as coisas andam. Unir, nesse caso, é fazer com que todos trabalhem em prol da comunidade. Vejo isso como o mais desafiador em todas as comunidades.

Qual o seu pensamento sobre a renovação nas atividades da comunidade?

Sempre tem essa dificuldade. O mais difícil é manter a gurizada, os jovens. Estamos tentando trabalhar em cima disso, para puxá-los para a comunidade. Até porque, o que vai ser da comunidade se não tiverem os jovens? É o que mais faz falta nas comunidades. O jovem até vem na festa, mas para trazê-lo para dentro da comunidade como diretoria, com um envolvimento maior, é difícil. E muitos jovens saem da comunidade, também. Embora na Porongos não seja tanto, porque sempre foi meio pequena.

Como você se sente, enquanto liderança na comunidade?

Cada dia é um dia. Nós tentamos fazer as coisas, muitas vezes não conseguimos. Tem dias que eu fico eufórico, todo alto astral, mas outros dias não são tão bons assim. Tem os altos e baixos. Eu me sinto bem podendo trabalhar e mostrar um pouco do serviço. Sempre tem que tentar melhorar. Quando se diz que sabe fazer ou que vai fazer todas as coisas certas, não é bem assim. Sempre tem erros em uma comunidade. Todos precisam, não só eu, tentar, em comum acordo, ser o melhor para a comunidade.

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