“Costumo dizer que a essência do futebol são as crianças”

ABRE ASPAS

“Costumo dizer que a essência do futebol são as crianças”

Criado em Encantado, o atleta da Chapecoense, Roney Gebing, 25, é natural de Três Passos e esteve recentemente no município no qual começou a trilhar seus passos na carreira futebolística. Rodeado de crianças ansiosas por conhecê-lo, ele conta um pouco de sua trajetória pelo mundo do futebol e perspectivas para o futuro

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Atualizado terça-feira,
05 de Dezembro de 2023 às 09:25

“Costumo dizer que a essência do futebol são as crianças”
Foto: Brayan Bicca
Encantado

Como foi a sua trajetória no meio esportivo e por quais clubes passou?

Eu comecei no futebol com oito anos nas escolinhas da região. Em 2010 fui para o CFM, aqui de Encantado. A partir daí, em 2011, passei para o Juventude. Em 2015 fui para a Chapecoense, onde estou até hoje. Foram nove anos no clube, quatro anos na base e cinco completados como profissional.

Como foi a sua temporada de 2023 pela Chapecoense?

O ano de 2023 acabou bem, mas no decorrer da temporada sofremos bastante, cometemos alguns erros e acabamos pagando por isso. Mas, graças a Deus, no final conseguimos conquistar o nosso maior objetivo, que era a permanência na Série B. Fiz algumas assistências e acabei participando da maioria dos jogos, então foi um saldo positivo, e espero que em 2024 siga de uma forma positiva também. Que possamos ter uma boa temporada pela frente.

Como está a sua janela com os demais clubes?

Estamos em conversa. Meus empresários também estão vendo a situação com o clube. Vamos analisar, o time está em busca de renovação. Mas claro, existe a possibilidade, como o contrato é encerrado ao final do ano, outros destinos são possíveis. No momento estou aproveitando minhas férias para descansar, pois esse ano foi muito corrido e quero voltar forte em 2024.

Qual a sensação de ser referência para as crianças?

Isso é bacana demais, eu costumo dizer que a essência do futebol são as crianças. Elas têm um olhar puro sobre o esporte. Vivemos uma pressão muito grande e as crianças enxergam tudo de uma forma diferente, com outro olhar, então fico muito feliz com esse carinho deles, afinal também fui uma criança e também passei por essa fase. E isto é importante, como profissional, conseguir dar a devida atenção para os jovens, pois é muito gratificante esse carinho. Se eu fosse dar um conselho a eles, diria que o futebol não é fácil, mas acredito que quando a criança, ou o adolescente, busca esse caminho, precisa ter confiança no que quer fazer. E se dedicar, respeitar os professores e pais. Com isso a criança tem uma chance maior de obter sucesso na carreira.

Como é voltar para casa depois desta temporada?

É extremamente satisfatório, porque a gente acaba tendo um ano bem difícil, e temos pouco tempo para ficar com a família e amigos. Viajamos muito e constantemente, então quando chega no final do ano, poder ter um momento com eles é extremamente importante, até para aliviar um pouco do peso e pressão que sentimos durante todo campeonato.

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