Jardim Botânico de Lajeado busca certificação internacional

MEIO AMBIENTE

Jardim Botânico de Lajeado busca certificação internacional

Projeto de filiação no Botanic Gardens Conservation International (BGCI), segue em votação na câmara de vereadores

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Jardim Botânico de Lajeado busca certificação internacional
Foto: Rodrigo Gallas

A busca pelo reconhecimento internacional como Jardim Botânico foi assunto no quadro Meio Ambiente desta semana, do programa O Vale em Pauta. A coordenadora do Jardim Botânico de Lajeado, Edith Ester Zago fala sobre a importância dessa certificação para o município e, principalmente, para o desenvolvimento dos trabalhos realizados pelo parque.

Edith explica que para conseguir esse reconhecimento internacional é preciso seguir alguns critérios.”Os jardins botânicos precisam desenvolver diversos papeis, educação ambiental, produção florestal, produção de mudas, a conservação da biodiversidade através das coleções botânicas e, tudo isso, precisamos encaminhar as comprovações desse trabalho que já desenvolvemos há algum tempo para que seja analisado por uma comissão e sermos reconhecidos internacionalmente”.

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Ela acrescenta que tudo é avaliado através de documentos e, principalmente, em fotos comprovando que existem essas atividades e estão em funcionamento. “É bem rigoroso, mas ao mesmo tempo importante porque trabalhamos para conseguir desenvolver todas as atividades que um jardim botânico desenvolve que é extremamente importante para a conservação da biodiversidade”, explica.

Num contexto mundial, 70% das espécies ameaçadas de extinção estão preservadas porque existem os jardins botânicos que cultivam, guardam essas espécies em bancos genéticos, em bancos de sementes e cultivam em coleções vivas. O jardim botânico tem esse papel fundamental na conservação dessas espécies que correm o risco de desaparecer e muitos trabalham tirando essas espécies dessas listas de ameaça reproduzindo e fazendo a reintrodução na natureza.

Atualmente, o jardim botânico de Lajeado possui 26 hectares, 3 são de mata nativa secundária, várias espécies registradas, mais de 600 espécies só na área de vegetação nativa, diversos animais, além da função de preservação das espécies. Bastante importante quando se pensa nas funções de área de mata, na questão das mudanças climáticas, absorção da água da chuva e desenvolve um papel ecológico muito importante”. Somente em 2022, 32 mil pessoas visitaram o parque jardim botânico de Lajeado.

Filiação no BGCI

Edith explica que para conseguir a filiação no Botanic Gardens Conservation Internacional, o projeto precisa ser aprovado pela câmara de vereadores pois todo e qualquer projeto gera um custo ao município. “Na segunda-feira, 4, vai ter uma sessão e será discutido nosso projeto. É preciso se filiar a essa instituição o que gera um custo ao município e, por isso, precisa passar pela câmara. Uma base legal para se manter dentro dos padrões internacionais. Na verdade, são dois processos, um de filiação e outro de acreditação”.

Conforme a coordenado, com a certificação é possível concorrer a editais, inclusive, a instituição abre editais para jardins botânicos que estão dentro das normas. “Anualmente vários editais são abertos para auxiliar os jardins botânicos e para nós é importante para ter acesso a esses recursos”.

Maiores necessidades

Dentre as maiores necessidades do parque estão, segundo Edith, melhorar a qualidade genética das coleções botânicas. “Esses recursos, dependendo dos editais que forem abertos, vão servir para buscar essas sementes em campo, fazer excursões e buscar essas espécies ameaçadas de extinção e cultivar, nessa questão da conservação da biodiversidade isso é muito importante. Além disso, melhorias no herbário, no horto florestal”.

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