Crédito busca auxiliar na recuperação do solo no Vale do Taquari

AGRICULTURA

Crédito busca auxiliar na recuperação do solo no Vale do Taquari

Estado disponibiliza até R$ 30,6 mil por produtor afetado com desastres naturais do segundo semestre

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Crédito busca auxiliar na recuperação do solo no Vale do Taquari
Estado

Retomar a capacidade produtiva nas regiões afetadas por enchente, granizo e vendaval. Essa é a proposta da segunda fase do Programa de Recuperação do Solo anunciado nesta semana pelo Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Até 16 de dezembro, os municípios precisam se conveniar ao programa. Os cadastros serão feitos em parceria com as secretarias locais de agricultura e Emater.

As áreas contempladas precisam estar em municípios com decretos de calamidade pública ou situação de emergência homologados. O limite de auxílio é de R$ 30,6 mil por agricultor, de acordo com a área afetada. Serão concedidas horas-máquina e insumos para recuperar o solo utilizado para plantio, como: corretivos, adubos e bioinsumos. Também estão previstos incentivos para recuperação da mata ciliar, com o intuito de prevenir novos alagamentos. Os valores serão destinados aos municípios, que ficarão responsáveis pela gestão dos recursos.

Conforme documento divulgado pela SDR com base no levantamento feito pela Emater, 12 cidades do Vale do Taquari podem aderir ao programa. Juntas, elas terão disponíveis R$ 12,7 milhões. Roca Sales, com a área mais atingida, dispõe de R$ 3,5 milhões. As demais são: Arroio do Meio, Bom Retiro do Sul, Colinas, Cruzeiro do Sul, Encantado, Estrela, Lajeado, Muçum, Santa Tereza, Taquari e Vespasiano Corrêa.

Prejuízos na agricultura

A SDR divulgou nessa terça-feira, 28, um levantamento com as perdas referentes ao granizo, enchente e vendaval que aconteceu entre 16 e 24 de novembro em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Não há um recorte com os dados do Vale do Taquari. Conforme as informações coletadas pela Emater, foram atingidas 6.109 casas no interior, 242 estufas de fumo, 578 aviários e 229 açudes. Ficaram sem abastecimento de água 8.401 propriedades. Nas lavouras de milho, 10.302 produtores foram atingidos em uma extensão total de 67.438 hectares (total plantado 135,6 mil). Na fumicultura, 9.169 produtores foram afetados em uma área total de 33.111 hectares. Na cadeia leiteira, foram 3.412 produtores afetados com 7,6 milhões de litros de leite não coletados. As plantações de erva-mate também registraram perdas, em um total de 3.832.666 pés.

Conforme o coordenador regional da Emater, Cristiano Laste, na enchente de novembro as propriedades rurais foram atingidas com maior abrangência, porém com menos força de pressão da água. “Muitas propriedades tiveram a camada arável retirada pela força das águas, outras tiveram um depósito de rejeitos muito grande. Onde cada uma irá necessitar de processo longo para recuperação, procurando tornar esse solo produtivo novamente”, analisou.

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