Alunos criticam merenda e empresa alega cumprir edital

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Alunos criticam merenda e empresa alega cumprir edital

Grêmio Estudantil do Colégio Castelo Branco emite nota de repúdio após troca de fornecedor. Empresa de Estância Velha venceu licitação e fornece cada vianda por R$ 9,48

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Alunos criticam merenda e empresa alega cumprir edital
Alunos relatam comida fria, frutas estragadas e pão com bolor. (Foto: Filipe Faleiro)
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Comida fria, frutas estragadas, leite azedo e pão com bolor. Esses são alguns relatos de estudantes do Colégio Castelo Branco sobre a alimentação escolar desde a mudança da fornecedora, no início deste mês.

Com aulas na Univates desde 25 de setembro, houve duas empresas responsáveis pelos lanches, almoço e jantar. A primeira fazia parte do convênio direto entre Secretaria Estadual de Educação e universidade. Em outubro, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) apontou que o acordo precisava mudar.

Pelo modelo anterior, a Instituição de Ensino Superior (IES) alugava salas de aula, complexo esportivo, acesso a biblioteca, além de encaminhar com uma terceirizada a alimentação dos alunos.

O Estado recuou e modificou os termos e lançou uma concorrência específica para a fornecedora de alimentos. “Pedimos para os colegas fazerem fotos e nos mandar. Ouvimos muitas reclamações de que a merenda estava ruim”, diz uma integrante do Grêmio Estudantil.

O material resultou em uma nota de repúdio da organização. Nessa terça-feira, a responsável pela nutrição escolar esteve nas dependências da Univates para acompanhar as entregas dos lanches e marmitas.

“Em uma escala de zero a dez, levando em consideração o relato dos alunos, a média dessa nova fornecedora é quatro. O cardápio até é diversificado, mas o complicado é a qualidade da comida mesmo”, conta.

“Antes tudo era feito por um restaurante dentro da Univates, os pratos chegavam quentinhos, era de excelente qualidade. Agora a comida vem de Estância Velha, demora mais de uma hora para chegar, muitas vezes a marmita está impossível de comer”, compara a representante dos alunos.

A partir disso, foi feita uma reunião com a direção. Em seguida, a escola entrou em contato com a 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) para oficializar as reclamações e notificar a empresa.

Aluguel ainda não pago

As aulas ocorrem nos prédios 4, 3 e 7 da Univates. No recorte dos custos, o uso da universidade representa R$ 98,4 mil/mês. São 37 salas de aula, espaço de artes, sala administrativa, dos professores, banheiros, limpeza, espaço para educação física, sinal de internet e segurança.

Neste momento, é previsto um acordo para o mês de novembro e dezembro. Caso a troca do telhado e as melhorias no Castelinho não fiquem prontas até março, um novo contrato de aluguel entre Univates e Estado terá de ser redigido.

Conforme a universidade, nenhum pagamento foi efetuado. A fornecedora da alimentação anterior também ainda não recebeu.

Resposta da empresa

A Nutrisul, responsável pelo fornecimento da alimentação para o Colégio Castelo Branco, afirma que mantém um canal de comunicação aberto com a escola. Quando são constatadas falhas no processo, como a chegada de algum item sem condições de consumo, os produtos são trocados.

Conforme a empresa, os cardápios e quantidades seguem o estipulado pelo edital elaborado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc). O transporte é feito em veículo adaptado, com condicionamento para preservar a temperatura dos alimentos.

Pelo informado, a nota do Grêmio Estudantil do Castelo Branco não chegou até a empresa. Também não houve notificação por parte da escola ou da Seduc. Ainda assim, a direção da Nutrisul afirmou que vai rever processos para adaptar o serviço e corrigir se constatar alguma falha.

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