“Ver meu livro em outra língua e publicado no exterior foi uma conquista”

ABRE ASPAS

“Ver meu livro em outra língua e publicado no exterior foi uma conquista”

De Venâncio Aires para o mundo, Rafael Lovato, 48, descobriu a paixão pela escrita ainda criança, ao ouvir as histórias contadas pela mãe. Atualmente, ele divide o tempo entre ser procurador do Banco Central em Porto Alegre e escrever. Com 11 livros publicados, incluindo três em outros idiomas, Lovato recentemente lançou a obra de ficção "Deletion", no Reino Unido, e agora prepara o próximo lançamento

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“Ver meu livro em outra língua e publicado no exterior foi uma conquista”
Vale do Taquari

Quando descobriu afinidade com a escrita e percebeu que podia seguir carreira?

Desde muito jovem. Escrevi minha primeira história quando ainda era pequeno, e meu primeiro livro com 15 anos, chamado “Vencer é para todos”, mas nunca busquei publicação para ele. Seguir carreira no Brasil é complicado, porque as editoras não pagam corretamente os direitos autorais, e não investem em autores novos. O autor é quem precisa criar todo um nicho para seus livros: ser escritor, editor, produtor e vendedor. Por isso decidi começar a escrever em inglês e vender meus livros para editoras do exterior.

O livro que você lançou recentemente na Inglaterra foi o primeiro fora do Brasil?

Não, o terceiro. Lancei o Magimakía – The quest for Merlin, nos EUA, em 2016, pela Ravenswood Publishing; Magimakía – A busca por Merlin, em Portugal, também em 2016, pela Editora Chiado. Agora em 2023, o Deletion, pela Olympia Publishers, no Reino Unido. Ao todo são 11 livros contabilizando Brasil e exterior.

Como foi a sensação de publicar o primeiro livro fora do país?

Foi muito legal. Ver meu livro em outra língua e publicado fora do país foi uma conquista importante. Sempre adorei livros desde bem pequeno, lia enciclopédias, dicionários, adorava livros sobre animais, sobre figuras históricas. Minha mãe sempre leu muito para mim, quando era pequeno, e uma coisa levou a outra.

Como foi o processo para publicar o primeiro?

Eu enviei os originais para algumas editoras, em 2003, e a Novo Século, de Osasco, gostou do livro e me contatou. Foi maravilhoso conseguir a publicação, algo que eu desejava mas nunca sabemos se estamos fazendo as coisas certas. A publicação foi uma validação do meu trabalho.

Quais os planos para o futuro? Já está produzindo algo?

Estou em tratativas com uma editora dos EUA para a publicação da versão em inglês do meu livro Charlotte. Mas comecei a escrever o primeiro livro de não-ficção sobre autismo, pois sou autista. Meus livros são todos de ficção.

O que significa escrever pra você?

É uma maneira de eu elaborar sentimentos. E eu gosto de contar histórias. Tenho momentos de escrita, fases, e tenho fases que não escrevo. Autistas lidam com o mundo de maneira concreta, então eu imagino histórias, por mais que elas sejam bem lógicas e concretas, faz com que eu lide com este lado da imaginação.

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