Facilitadoras compartilham experiências e dúvidas com Fátima de Bastiani, no Labilá

LAJEADO

Facilitadoras compartilham experiências e dúvidas com Fátima de Bastiani, no Labilá

Tradutora de Key Pranes esteve no Labilá, em Lajeado, na última quarta-feira. Momento contou com realização de círculos de construção de paz, dinâmicas em grupo e troca de conhecimentos

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Facilitadoras compartilham experiências e dúvidas com Fátima de Bastiani, no Labilá
Facilitadores se reuniram no Labilá para um momento de trocas e reflexões com Fátima de Bastiani. (Foto: Ana Lorenzini)
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Momentos de reflexão, aprendizado e evolução são cotidianos entre as atividades realizadas pelo Pacto Lajeado Pela Paz. Na manhã da última quarta-feira, 8, um encontro entre facilitadoras e a instrutora de cursos de Justiça Restaurativa e tradutora de Key Pranis, Fátima de Bastiani, permitiu trocas de conhecimentos e esclarecimento de dúvidas sobre os círculos de construção de paz.

Ao todo, cerca de 40 facilitadores se reuniram no Laboratório de Inovação de Lajeado (Labilá). Para Fátima, esses encontros são responsáveis por reforçar e dar esperança e inspiração para seguir adiante. “Não é um caminho fácil, as dificuldades surgem e são normais. Mas, para entender como solucioná-las precisa de persistência e paixão”.

Segundo a coordenadora do Pacto, Tânia Fröhlich Rodrigues, o encontro é uma materialização dos resultados do projeto. “A presença da Fátima, profissional reconhecida no meio nacional e internacional, reforça a visibilidade que o programa tem conquistado, não só a nível municipal, mas estadual e em alguns locais fora do Estado também”.

A programação contou com rodas de conversa, apresentação dos atuantes presentes e dinâmicas em grupo a partir da metodologia de círculos. Um dos temas abordados foram os principais valores aprendidos durante a formação como facilitadores.

“Eu, por exemplo, aprendi que o amor faz a diferença em qualquer situação. Quando a gente ama, temos respeito, empatia e sentimos e oferecemos compaixão de maneira ativa. Precisamos que a luz do amor seja a que brilhe mais forte”, destaca Fátima. Diz, ainda, que os facilitadores não devem oferecer as soluções, mas deixar que a pessoa que está sofrendo traga as necessidades para ficar bem.

Cuidado com o próximo

“Ser facilitadora é uma oportunidade incrível de conectar pessoas. A partir dos círculos, criamos um espaço seguro e confortável para que as pessoas possam trazer suas verdades e relatar suas histórias”, conta Fátima. Nesse processo, destaca, se cria um fio que conecta uma história a outra e, acima disso, interliga a humanidade.

Para a palestrante, é um privilégio observar essa conexão e a cultura de paz formada a partir dos encontros. A evolução do papel dos facilitadores, na visão de Fátima, também merece destaque. “No início, ser facilitador era apenas resolver conflitos. Com o tempo, se percebeu que a função maior e mais importante era, e é, construir a comunidade”.

A estátua de bonecas, um dos símbolos de reflexão utilizados durante a realização do círculo de construção de paz no evento, remete a essa construção. Além deste, outros objetos foram escolhidos para compor o momento. Entre eles estavam o cactus que, conforme Fátima, representa a resiliência necessária para o processo, e um arranjo de plantas referenciando o cuidado com a vida.

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