“Estudar foi uma forma de retribuir todo esforço do meu pai”, diz Marco Seferin

Diálogos HBB

“Estudar foi uma forma de retribuir todo esforço do meu pai”, diz Marco Seferin

Especialista em cirurgia de Cabeça e Pescoço é o primeiro entrevistado do quadro "Diálogos HBB", projeto do Grupo A Hora que visa aproximar os profissionais da saúde com a comunidade

Por

Atualizado sexta-feira,
10 de Novembro de 2023 às 17:58

“Estudar foi uma forma de retribuir todo esforço do meu pai”, diz Marco Seferin
Foto: Deivid Tirp
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

A Rádio A Hora traz a partir desta sexta-feira, 10, um novo projeto em parceria com o Hospital Bruno Born. A cada 15 dias, médicos do hospital participam do “Diálogos HBB”, contando um pouco de sua trajetória. O primeiro entrevistado é o medico cirurgião de Cabeça e Pescoço, Marco Seferin.

Marco é casado, pai de um casal de filhos, e desde 2009 atua como especialista no HBB. Natural de Novo Hamburgo, se mudou para São Leopoldo e se formou na UFRGS, em Porto Alegre.

Seferin conta a sua trajetória de vida desde o colégio até a formação profissional. “Estudar para mim sempre foi a forma de não jogar a vida do meu pai em vão”. Quando se refere a essa frase recorda o quanto o pai César trabalhava arduamente, dia e noite, para pagar o estudo do filho. A mãe Marly cuidava da casa e dos dois filhos, enquanto o pai trabalhava numa empresa. Passou em um curso pré-vestibular para tentar uma universidade federal para cursar medicina. A família não tinha condições de arcar com uma particular.

“Pegava dois ônibus para chegar até o cursinho. Um para sair do bairro até o centro de São Leopoldo e depois outro ônibus até POA, e mais 20 minutos de caminhada até o cursinho próximo à Santa Casa. Sempre contei com a ajuda e muitas pessoas”, desabafa.

Vocação para medicina

A escolha pela medicina já estava decidida assim que finalizou os estudos. “Parti para a medicina para fazer cirurgia, não importava a formação médica. Sempre gostei muito do trabalho manual. Lembro do joguinho das varetas, que precisava cuidar para não mexer uma na outra, quebra-cabeça, então sabia que gostava do manual, da concentração e tudo indicava que eu seria um médico cirurgião”, brinca.

Recordar de todos os obstáculos e dificuldades enfrentadas ao longo da trajetória emocionam. “Um belo dia, voltando do trabalho em Porto Alegre, num trânsito complicado me flagrei reclamando daquela situação e, quando me dei conta, estava descendo pela avenida a qual eu subia a pé na época de estudo. Passou um filme na cabeça e não aguentei, ali chorei”, revela com lágrimas nos olhos.

Marco se formou na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A escolha da área de cabeça e pescoço surgiu na residência. “Pensava em fazer cirurgia plástica, mas em determinado momento, durante a residência, tive que optar. Passei pela experiência da cirurgia de cabeça e pescoço, fique encantado com a técnica necessária. Tem muitos nervos no pescoço, vasos, e você precisa dissecar, soltar eles no dia a dia, identificar eles e fiquei encantado com a técnica operatória, por se tratar de uma cirurgia delicada, então, a partir disso, decidi seguir a carreira”.

Com várias especializações nacionais e internacionais, como médico, atuou em Porto Alegre e em diversos hospitais da região como plantonista e surgiu a oportunidade de vir, em 2009, para Lajeado.

“Lajeado hoje é a minha casa, a cultura, segurança, educação das pessoas, o hospital dá uma estrutura muito forte para nós médicos. A relação com os médicos é muito boa. O corpo clínico cresceu muito, não deixamos à desejar em nada. Profissionais muito capacitados. Um orgulho fazer parte do quadro de profissionais do HBB”.

Acompanhe
nossas
redes sociais