Reunião estabelece critérios para recursos pelo BNDES

ECONOMIA E NEGÓCIOS

Reunião estabelece critérios para recursos pelo BNDES

Fundo Garantidor de Investimento (FGI) analisa como subvenção de R$ 100 milhões do governo federal pode interferir sobre tarifa de juros em financiamentos para médias e grandes empresas. Audiência está marcada para esta sexta-feira, 3, em Brasília. Pelo Pronampe, Caixa tem 86 processos de empresas prontos para receberem até R$ 150 mil

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Atualizado sexta-feira,
03 de Novembro de 2023 às 07:13

Reunião estabelece critérios para recursos pelo BNDES
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Na segunda etapa de amparo ao setor produtivo da região, o governo federal estabelece os critérios para acesso ao crédito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social e Econômico (BNDES). Amanhã a equipe técnica do Fundo Garantidor de Investimento tem reunião para formular a regulamentação do modelo de crédito.

Há duas pontas soltas: qual será o limite de crédito por CNPJ; e qual será o percentual de juros. Já se tem consciência, inclusive entre os representantes empresariais, de que os termos serão diferentes na comparação com o Pronampe (empresas que faturam até R$ 4,8 milhão).
A novidade fica por conta da inclusão de 47 instituições financeiras autorizadas para operar a linha de crédito. Com isso, o Banrisul e as cooperativas, como o Sicredi, também poderão firmar os contratos.

Até o momento, a previsão é que cada um destes bancos tenham até R$ 10 milhões do BNDES para firmar os empréstimos. O requisito às empresas é ter conta corrente na instituição. Também existe a possibilidade de mais de um contrato, com diferentes agentes financeiros.
Com base em informações extraoficiais, existe uma estimativa de que o juros fique em 1,75% por mês. O percentual é considerado alto pelo presidente da Câmara da Indústria e Comércio (CIC-VT), Ivandro Rosa.

“Estamos na expectativa de como serão os critérios. Até agora, os créditos disponíveis nas linhas comerciais estão muito difíceis de acessar. Pedem muitas garantias. É terreno, imóvel. Isso tudo precisa de análise, de avaliação. São semanas até conseguir avançar.”

Pela expectativa de agentes do escritório federal no Vale do Taquari, as determinações de como funcionará o modelo de financiamentos deve estar pronto entre a segunda e a terceira semana de novembro. A meta é conseguir firmar os primeiros contratos entre o fim do mês e o início de dezembro.

Mobilização empresarial

Um dos sócios da Fontana SA, de Encantado, Ângelo Fontana, destaca a importância deste crédito estar disponível o quanto antes para os negócios do Vale. “Temos que nos manter unidos para pressionar o governo. Não queremos nada de graça, mas melhores condições depois de tantos prejuízos.”
A empresa tem cerca de 270 funcionários. “Não demitimos ninguém. Dois meses de salários seguramos. Agora, se demorar mais. Não vai ser possível.”

Para amanhã e sábado estava prevista uma mobilização empresarial em rodovias da região. Tanto em Lajeado e também em Encantado. O ato foi suspenso após a visita da comitiva federal de ministros nessa segunda-feira.

“Nos reunimos com o ministro (Paulo Pimenta) e foi nos apresentado os próximos passos do recurso do BNDES. Vamos manter a vigília e esperar o resultado desta semana. Se percebemos que não avançou, vamos nos remobilizar.”

Crédito pelo Pronampe

Para empresas com até R$ 4,8 milhões de faturamento, a Caixa tem 86 processos de empresas prontos. Conforme um dos representantes, assim que houver a liberação do dinheiro pelo BNDES, será possível firmar os contratos. O governo federal, pelo ministro Paulo Pimenta, afirmou nessa segunda-feira que os pagamentos iniciam amanhã.

Em cima disso, a equipe afirma que esse modelo com garantia de aporte por meio de subvenção do governo federal se torna um processo mais rápido, pois não exige garantias. Pelo decreto federal, todos os negócios em 93 cidades gaúchas com calamidade reconhecida poderão buscar o recurso.
Será solicitada a comprovação de que a empresa foi atingida pela enchente.

“Essa é uma preocupação nossa. Os critérios para acesso ao crédito são amplos. O Vale vai disputar o mesmo recurso com outras regiões menos impactadas. Também temos pedido a adoção de um método para que esse dinheiro seja destinado para empresas que mais sofreram. Que tiveram coluna de água de 1,5 metro dentro da empresa”, analisa o presidente da CIC-VT, Ivandro Rosa.

Outra demanda local é reduzir o total de cidades, pois o governo do Estado reduziu para 20 o número de cidades em situação de calamidade.
No RS, estima-se que seja possível firmar de 1,8 mil (dividido entre Caixa e Banco do Brasil) até 2 mil contratos com a liberação máxima de R$ 150 mil por CNPJ. A empresa terá dois anos de carência e depois cinco para quitar o empréstimo.

 

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