Após dois meses, região volta a criar mais postos de trabalho

ECONOMIA E NEGÓCIOS

Após dois meses, região volta a criar mais postos de trabalho

Agosto fecha com saldo positivo na geração de empregos formais, depois de resultados negativos em junho e julho. Lajeado, Taquari e Bom Retiro do Sul impulsionam números deste mês

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Após dois meses, região volta a criar mais postos de trabalho
Setor industrial impulsionou geração de empregos em Lajeado em agosto. Saldo na cidade é de 81 postos de trabalho/Foto: Filipe Faleiro/Arquivo A Hora
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam para uma recuperação na geração de emprego formal no Vale. O resultado positivo de agosto interrompe a sequência de dois meses consecutivos com mais demissões do que contratações no mercado de trabalho regional.

Ao todo, foram 94 admissões a mais do que desligamentos no somatório dos 38 municípios da região. O levantamento foi feito com base nos números divulgados nessa segunda-feira, 2, pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Com isso, o Vale mantém um saldo positivo em 2023 e também nos últimos 12 meses.

Duas cidades se destacaram em agosto e respondem por uma parcela considerável do saldo do mês. Lajeado (81) e Taquari (70) puxam a lista dos municípios que mais contrataram. Em comum, o bom desempenho no setor da indústria. Elas são seguidas por Bom Retiro do Sul, Arvorezinha e Marques de Souza.

No total, 20 municípios da região registraram saldo positivo no emprego formal. Outros dois tiveram o mesmo número de contratações e demissões, enquanto 16 encerraram agosto no vermelho.

Impactos do setor

Ao mesmo tempo em que impulsiona bons desempenhos pela região, o setor industrial também influencia em números negativos. As cidades que mais fecharam vagas em agosto – Westfália e Teutônia – foram afetadas por demissões em fábricas. Em ambas, ainda há o rescaldo da crise na Cooperativa Languiru, com redução nas operações dos frigoríficos.

“Apesar do valor adicionado mais alto ser o de serviços, que engloba muita coisa, a indústria ainda é quem tem a maior representação na geração de emprego, no volume da mão de obra empregada”, ressalta a economista Cintia Agostini.

Segundo ela, há uma tendência preocupante para os próximos meses, em virtude dos municípios impactados pela enchente do Rio Taquari, ocorrida no começo de setembro. “Certamente vamos sentir os efeitos dessa crise, principalmente nas pequenas e médias indústrias. É um setor que precisa se movimentar”.

País e RS

O Brasil registrou saldo positivo de 220,8 mil empregos com carteira assinada em agosto. No acumulado do ano, o saldo é de 1,38 milhão de vagas. O desempenho do mês é reflexo de 2 milhões de admissões contra 1,8 milhão de desligamentos.

Já o estoque de empregos formais no país chegou a 43,8 milhões de postos em agosto, uma variação de 0,51% em relação ao mês anterior. Este foi novamente o maior valor já registrado na série histórica levando em conta tanto o período do Caged (junho de 2002 a 2019) quanto do Novo Caged (a partir de 2020).

No RS, o saldo do emprego formal foi positivo em 2,5 mil vagas. O saldo é o resultado entre as 123,1 mil contratações e as 120 mil demissões no período. No acumulado dos primeiros oito meses de 2023, o saldo é positivo em 12,1 mil.

Resultados de 2023, mês a mês*

Janeiro: 83
Fevereiro: 704
Março: 503
Abril: 569
Maio: 198
Junho: -272
Julho: -494
Agosto: 94

Total de 2023: 1.674
Últimos 12 meses: 1.468

(*) Números com ajustes

Melhores e piores resultados do mês

Lajeado: 81
Taquari: 70
Bom Retiro do Sul: 37
Arvorezinha: 25
Marques de Souza: 23

Poço das Antas: -17
Capitão: -21
Cruzeiro do Sul: -22
Teutônia: -46
Westfália: -80

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