“Essa enchente não pode cair no esquecimento”, diz engenheira ambiental

ENTREVISTA | FRENTE E VERSO

“Essa enchente não pode cair no esquecimento”, diz engenheira ambiental

Conforme Sofia Moraes, a preservação da memória forma uma cultura social sobre os riscos dos desastres. Para ela, é fundamental criar marcos em lugares públicos, em escolas, parques, prédios, para que isso tenha um efeito pedagógico

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Atualizado segunda-feira,
18 de Setembro de 2023 às 10:15

“Essa enchente não pode cair no esquecimento”, diz engenheira ambiental
Ponte histórica de Muçum, Brochado da Rocha, foi destruída no trecho rodoviário pela fúria do Rio Taquari (Foto: Felipe Neitzke)

Em entrevista ao programa Frente e Verso, da Rádio A Hora, na manhã desta segunda-feira, 18, a engenheira ambiental Sofia Moraes enfatiza a preservação da memória das inundações como uma forma de ajudar na criação de uma cultura social sobre os riscos dos desastres. Para ela, é fundamental criar marcos em lugares públicos, em escolas, parques, prédios, para que isso tenha um efeito pedagógico.

Em meio a esta enchente, a métrica usada após as medições eletrônicas falharem foi a régua instalada no prédio da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), instalado logo após a inundação de 2020. “Essa enchente não pode cair no esquecimento. Fizemos um grande movimento em 2020, após o rio alcançar 27 metros”. Mais réguas ajudariam no acompanhamento da subida do rio nas cidades, frisa.

Sofia Royer Moraes (Foto: Arquivo / A Hora)

Sofia entende que o aprendizado é para melhorar os sistemas de monitoramento e de alerta. Até mesmo com instalação de sirenes em pontos habitados e das áreas de inundação.

“Mais réguas em pontos acessíveis das cidades. Tanto para leitura manual quanto nos sistemas eletrônicos, com mais de um formato de coleta, para caso a internet falhar, a telefonia sair do ar, haja ligação por satélite.”

Ele lembra que são muitas edificações inundadas em Lajeado em uma cota de quase 30m. “É inaceitável ter mortes em 2023.” Para Sofia, “precisamos ampliar e melhorar as informações sobre o comportamento do Rio Taquari e principais afluentes”.

Também sugere investimentos em batimetria — levantamento do perfil da parte molhada do rio — da topografia e da ocupação do entorno do rio.

Assista a entrevista na íntegra

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