HBB atende mais de 70 pacientes em decorrência da enchente

SAÚDE

HBB atende mais de 70 pacientes em decorrência da enchente

Os primeiros casos foram de hipotermia. Agora, são lesões ocasionadas em meio a reconstrução das casas e doenças pelo contato com a água. Lajeado apresenta 10 casos suspeito de leptospirose

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HBB atende mais de 70 pacientes em decorrência da enchente
(Foto: Bibiana Faleiro)
Vale do Taquari

Contágio por meio da água da enchente, lesões durante consertos das casas, hipotermia e risco de leptospirose. Esse é o cenário do Pronto Socorro do Hospital Bruno Born (HBB), desde terça-feira, 5. A casa de saúde, que recebe pacientes de toda a região, já atendeu, até a tarde de ontem, cerca de 70 pessoas envolvidas com a cheia do Rio Taquari.

Coordenador do Pronto Socorro do hospital, Guilherme Henrique Ávila do Carmo diz que a instituição dobrou a atuação dos profissionais para atender a demanda desde a semana passada. Os primeiros pacientes atendidos apresentaram hipotermia devido à longa exposição à água gelada e ao frio.

Quatro pessoas internadas no Hospital de Roca Sales também foram encaminhadas a Lajeado nos primeiros dias, para seguir com atendimento que era feito na casa de saúde atingida pela enchente.

Quando o processo de reconstrução das casas das famílias atingidas começou, pacientes com cortes, lesões e quedas também acessaram o serviço de saúde. Pacientes que perderam medicamentos também recorrem ao hospital. Os atendidos são de toda a região.

Carmo ainda destaca o cuidado com a picada de animais peçonhentos, como cobras e escorpiões que podem aparecer nos escombros. Assim como a dengue, caso as temperaturas sejam mais elevadas.

Entre as maneiras de prevenir, está o uso de luvas e botas. “Cuidar quando for fazer reparo da rede elétrica, ao mexer nos escombros e usar o máximo possível a água potável”, ressalta o médico.

10 suspeitas

A vigilância epidemiológica de Lajeado confirma 10 casos suspeitos de leptospirose. Os pacientes apresentaram sintomas como dor de cabeça, dor no corpo e febre. Não houve nenhuma internação.
“Quando a gente tem um histórico de contato com possível área contaminada com a urina de ratos e o paciente apresenta um quadro de sintomas sugestivos, já é considerado suspeita e inicia com o antibiótico”, destaca a coordenadora da vigilância epidemiológica, Juliana Demarchi.

Depois de medicado, o caso é acompanhado e, sete dias após o primeiro sintoma, é feita a coleta de sangue para confirmar a doença. “A leptospirose é uma das doenças relacionadas à enchente. Não tanto no primeiro momento, mas depois, quando as pessoas voltam para suas residências e começam a fazer a limpeza onde provavelmente teve a presença de roedores”.

De acordo com Juliana, os sintomas podem aparecer desde um dia após o contato com o ambiente contaminado, até 30 dias. “Vamos ter esse trabalho de monitoramento, pelo menor até o início de outubro, pensando em uma contaminação relacionada a esse momento que estamos vivendo”, afirma a coordenadora.

A orientação, segundo a profissional, é que de pacientes que tiveram contato com a enchente na limpeza dos ambientes atingidos e que tiverem sintomas como dor no corpo, dor de cabeça e febre, devem buscar um atendimento de saúde com urgência.

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