“O rádio de pilha era a minha companhia nessa hora difícil”

ABRE ASPAS

“O rádio de pilha era a minha companhia nessa hora difícil”

Maicon da Silva, 37 anos, sempre morou no bairro Navegantes em Arroio do Meio. Assim como ele, outras 2 mil pessoas foram atingidas. Pela rádio ele manteve vizinhos informados sobre a cheia do Rio Taquari

Por

“O rádio de pilha era a minha companhia nessa hora difícil”
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Como você descreve essa enchente?
Eu cresci aqui e nunca acompanhei algo semelhante à enchente de 2023. Todos aqui foram prejudicados e muitos perderam tudo. É um cenário de guerra.

O que a sua família perdeu durante a enchente?
Nós perdemos tudo. Agora estamos vivendo em uma barraca, com uma lona como abrigo. E dependendo de doações que vêm de outras cidades. É muito triste.

Como vocês vão seguir agora em diante?
Precisamos de ajuda. O governo vai precisar intervir. A nossa situação é muito delicada, não temos mais nada.

Como a enchente afetou as pessoas na rua Campos Sales?
Todas as pessoas na rua Campos Sales foram atingidas pela enchente, mesmo que inicialmente não acreditassem que a água chegaria até lá.

Foto: Gabriel Santos

Você ouviu o rádio esse tempo todo?
Sim, era o único jeito de ter informações atualizadas. Acompanhamos tudo desde a segunda-feira quando o rio começou a subir.

Como as famílias estão se virando diante deste cenário?
É tudo muito triste. Todos aqui foram atingidos, precisam reconstruir tudo, estão sem água, sem alimentos e muitas máquinas estão limpando. Sobrou pouca coisa. É muito emocionante.

As pessoas tem ajudado?
Sim. Não podemos reclamar. Estamos acompanhando as notícias e muita ajuda está chegando e distribuída para nós. Isso nos deixa felizes e confiantes em um recomeço.

Acompanhe
nossas
redes sociais