Estudo revela necessidade do corte de 372 árvores no Centro

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Estudo revela necessidade do corte de 372 árvores no Centro

Listagem foi feita a partir do Inventário de Arborização Urbana (IAU) de Lajeado, promovido pela Secretaria do Meio Ambiente. Motivos variam entre apodrecimento e obstrução da mobilidade

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Atualizado sábado,
03 de Junho de 2023 às 18:42

Estudo revela necessidade do corte de 372 árvores no Centro
Funcionários da Sema apresentaram, nessa sexta, os dados do Inventário da Arborização Urbana de Lajeado (Foto: Ana Lorenzini)
Lajeado
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

O Inventário da Arborização Urbana (IAU) de Lajeado foi apresentado na manhã dessa sexta-feira, 2. A apuração inicial foi voltada às vias públicas do bairro Centro. Foram analisadas 38 ruas, e identificadas 2.249 espécies de plantas.

Durante a análise, foi identificada a necessidade de supressão de 372 árvores. Destas, 37 precisam da retirada imediata, e outras 335 estão previstas para serem removidas nos próximos meses.

Os principais motivos são ferimentos acentuados, apodrecimento nos troncos e obstrução da mobilidade urbana dos pedestres. Além disso, árvores mortas também se enquadram no quesito. Do total de plantas analisadas, 46 foram encontradas nesse estado fitossanitário.

As árvores que forem cortadas terão a plantação de uma nova no mesmo local ou em outro ambiente propício. “Supressões são inevitáveis, mas sempre que há uma, a população estranha. Então, essa apuração é importante para que os cidadãos possam entender o motivo dos cortes”, explica Luís Benoit, secretário do Meio Ambiente.

Sobre o inventário

O IAU é uma pesquisa e apuração feita pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema). A identificação do Centro iniciou em agosto de 2022, e finalizou em dezembro. O bairro Americano está na fase da finalização da coleta de dados, e será o próximo a ser apresentado.

Até o momento, apenas vias públicas, como calçadas, ruas e avenidas são analisadas. Também há a previsão do levantamento de dados de áreas verdes da cidade. Na pesquisa, estão inclusas árvores, arbustos, mudas e palmeiras.

Sabrina Wolf, engenheira florestal e uma das responsáveis pelo inventário, explica que esse movimento auxilia no planejamento e ordenamento da arborização. “Esse trabalho, a partir da verificação técnica, permite que haja correções, evitando conflitos das plantas com a comunidade”, afirma.

A quantidade de árvores, espécies, localização, tamanho, características e condições fitossanitárias estão entre as informações coletadas para o inventário, que possui um banco de dados disponível no site do governo municipal para consulta da comunidade.

 

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