Região segue na 7ª posição em ranking de desenvolvimento no RS

Índice Socioeconômico

Região segue na 7ª posição em ranking de desenvolvimento no RS

Números do Idese são referentes a 2020. Vale manteve desempenho estável, com leve queda na comparação com o ano anterior. Imigrante está entre os dez melhores do RS

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Atualizado quinta-feira,
26 de Janeiro de 2023 às 08:33

Região segue na 7ª posição em ranking de desenvolvimento no RS
Sétima melhor cidade do RS no ranking do Idese, Imigrante se destaca no bloco Renda. Crédito: Arquivo/A Hora
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Indicador usado para medir o desenvolvimento socioeconômico dos estados e municípios, o Idese registrou uma leve queda na região em 2020. No primeiro ano de análise a partir dos impactos da pandemia, o índice geral alcançado foi de 0,790, numa escala de zero a 1. Na comparação com o estudo de 2019, caiu 0,007 ponto.

Apesar do desempenho inferior em relação ao ano anterior, o Vale permanece como a sétima melhor entre as 28 regiões Corede do Rio Grande do Sul. As três primeiras colocadas são as mesmas de 2019. A Serra Gaúcha permanece na liderança, seguida pelo Noroeste Colonial e o Norte do RS. Porém, também tiveram uma baixa na comparação com o último levantamento.

Em relação aos três setores que compõem o índice geral do Idese, o Vale registrou alta apenas na Saúde, onde passou de 0,881 para 0,884. Neste quesito, é a terceira melhor do RS. Nas demais quesitos, acompanhou o desempenho geral do RS, com quedas na Renda e Educação.

Conforme a economista Cintia Agostini, doutora em desenvolvimento regional, era esperada uma redução nos índices justamente porque 2020 foi um ano de muito impacto na economia. “A renda das pessoas baixou muito, pois houve desemprego, redução de jornadas de trabalho e de fechamento de empresas”, recorda.

Cintia lembra que o bloco Saúde, por conta dos investimentos necessários no período mais crítico da pandemia, teve um aumento, enquanto na Educação houve uma estabilização. “Com a lógica das pessoas ficarem em casa, se manteve. É um indicador que fica estável por uma situação atípica”.

Imigrante no top 10

Se por um lado a região manteve um desempenho estável no Idese, entre os municípios, o destaque fica para Imigrante. Influenciado pelo bloco Renda – onde é o quarto maior do RS –, o município subiu quase cem posições no ranking de 2019 para 2020. Passou de 102º para 7º e entrou na lista dos dez maiores índices gerais.

Depois de Imigrante, aparecem Nova Bréscia (13º), Dois Lajeados (52º), Arroio do Meio (67º) e Lajeado (83º). Westfália, dona do maior Idese no Vale em 2019, é apenas a décima melhor em 2020, e caiu quase 60 posições no ranking do RS.

Na outra ponta, Fazenda Vilanova aparece com o pior Idese da região, sendo o único abaixo de 0,7. Está em 430º entre as cidades gaúchas. Boqueirão do Leão, Paverama, Sério e Marques de Souza completam a lista dos índices regionais mais baixos.

Cintia considera relevante que o Vale tenha tido uma queda pouco expressiva no Idese, pois mostra que a região conseguiu, de certa forma, retomar os negócios. “Adequamos o que era possível antes dos outros, mais rapidamente, para conseguir dar conta. Não é um dado positivo, mas justificável”.

Grau de desenvolvimento

O Idese é um índice que tem por objetivo medir o grau de desenvolvimento dos municípios gaúchos, a partir de aspectos quantitativos e qualitativos quanto ao desenvolvimento nestas três áreas citadas.

Sua divulgação incluiu também os indicadores por Coredes, além de outras regionalizações importantes para o planejamento, como as microrregiões do IBGE, Regiões de Saúde e Educação. A divulgação dos dados ocorre sempre num espaço de três anos.

Em 2020, 30,1% da população do RS vivia em municípios considerados de desenvolvimento elevado, ou seja, com Idese igual ou superior a 0,800, enquanto 69,9% estava em municípios de médio desenvolvimento, aqueles com Idese entre 0,500 e 0,800.

O percentual da população em cidades com desenvolvimento elevado caiu em relação a 2019, quando foi de 31,1%, mas pelo segundo ano seguido se manteve acima da barreira dos 30%.

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