Atos neste sábado marcam luta contra intolerância religiosa

DIVERSIDADE DE CRENÇAS E CONVICÇÕES

Atos neste sábado marcam luta contra intolerância religiosa

Lajeado e Estrela recebem atividades sobre a importância do respeito e proteção das diferentes crenças regionais e brasileiras

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Atos neste sábado marcam luta contra intolerância religiosa
Em abril de 2022, caminhada pelas ruas de Lajeado marcou o Dia de Ogum e o combate à intolerância religiosa. Crédito: Divulgação
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Reivindicar respeito e proteção à diversidade de crenças e convicções é o objetivo do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado neste sábado, 21 de janeiro. No Vale do Taquari, a data é marcada por eventos em Estrela e Lajeado.

Com programação a partir das 9h deste sábado, a Rua Coronel Menna Barreto, número 58, recebe atividades sobre as diferentes crenças no Vale e no Brasil. A iniciativa é da Elégbára Cursos, com o apoio da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer de Estrela.

A data também será marcada pela oficina Afro Religiosa, organizada pelo Grupo de Cultura Afro Black, com apoio da Secretaria da Cultura, Esporte e Lazer de Lajeado. O evento ocorre das 14h30 às 17h, na Praça da Matriz.

A programação conta com música, rezas, benzeduras, exposições de artesanato afro religioso e confecção de guias, de forma gratuita à comunidade. Mais informações podem ser conferidas com o Grupo de Cultura Afro Black pelo telefone (54) 9 9184-1450.

Para a coordenadora da Casa de Cultura de Lajeado, Ana Paula Vieira Labres, a data é um momento importante para dar visibilidade à luta pelo respeito às religiões, com o objetivo de promover a tolerância e o diálogo entre elas.

O 21 de janeiro

De acordo com a advogada Edoarda Sopelsa Scherer, 31, no Brasil, a data foi instituída por lei federal em dezembro de 2007. A celebração carrega aspectos importantes como o legado da Ialorixá baiana Gildásia dos Santos e Santos, conhecida como Mãe Gilda. A fundadora do terreiro de candomblé Ilê Asé Abassá foi vítima de intolerância religiosa, que causou sua morte.

“Somos filhos de uma história marcada pela colonização que trouxe as comunidades cristãs para uma terra que já era e ainda é território indígena e que possui suas religiosidades”, destaca Edoarda, que integra a Rede Nacional da Diversidade Religiosa e Laicidade (Renadir).

A advogada ainda destaca a presença do Batuque, Umbanda e casas espíritas com forte legado na região. Assim como uma trajetória consolidada das comunidades neopentecostais. Ela também cita as mesquitas, e os elementos de crenças Hindus e Incas nas cidades.
Edoarda recorda que a lei que equipara o crime de injúria racial ao crime de racismo implementa uma importante medida em relação à proteção de religiosidades historicamente invisibilizadas e criminalizadas.

“Essa lei traz como desdobramento a sensibilização da sociedade e de agentes públicos para a compreensão e instrumentalização sobre laicidade e amparo às expressões religiosas e convicções do país”, ressalta. Para ela, ainda é perceptível por parte do povo a desinformação sobre espiritualidades que fazem parte da história do país.

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