CIC busca audiência para avançar debate sobre concessões

DISCUSSÃO RETOMADA

CIC busca audiência para avançar debate sobre concessões

Intenção é se reunir com o novo secretário de Parcerias, Pedro Capeluppi. Uma das principais reivindicações consiste na implementação do pedágio por free flow

Por

Atualizado quarta-feira,
18 de Janeiro de 2023 às 08:09

CIC busca audiência para avançar debate sobre concessões
Praças de pedágio da região têm baixa base arrecadatória, o que resulta em um custo mais elevado na tarifa. Crédito: Felipe Neitzke
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT) busca audiência com o governo do estado para retomar o diálogo sobre a concessão das rodovias estaduais na região. Aprimorar o projeto elaborado ainda na gestão passada será a principal reivindicação, com destaque para o pedido de implementação do sistema free flow – cobrança por quilômetro rodado.

Uma solicitação de audiência foi encaminhada ao novo secretário de Parcerias do RS, Pedro Capeluppi, pelo presidente da CIC-VT, Ivandro Rosa. No ofício, exalta o papel e a força da entidade, que congrega 20 associações, e a importância do assunto, considerado estratégico para o desenvolvimento da região.

Segundo Rosa, a ideia é sentar e conversar com o governo antes que se publiquem novos editais. “Vamos esquecer as coisas que não deram certo e focar em que nos aproxima. Precisamos da concessão e dessas obras no Vale, mas com preços mais adequados”, salienta.

Conforme Rosa, a implementação do free flow aumentaria a base arrecadatória das praças de pedágio da região e, consequentemente, possibilitaria mais obras nas rodovias. “Sem um alto fluxo, o valor fica muito caro. Por isso precisamos de uma tecnologia mais moderna. Isso melhora a performance do contrato”, frisa.

Em relação a arrecadação, cita o exemplo da BR-386, cuja média diária do fluxo de veículos é de 30 mil. Além disso, no pacote da concessão federal, também estão outras rodovias, como a Freeway. “Nesse caso, a base arrecadatória é muito grande. E aí vemos a CCR fazendo obras em grande volume. Não conseguimos visualizar isso nas estaduais, com médias de 6 mil, 7 mil por dia”.

Exemplo da Serra

Para o presidente da CIC-VT, a região precisa estar mobilizada para que não se tenha uma repetição da concessão do bloco 3, que congrega rodovias da Serra e do Vale do Caí. A baixa concorrência resultou em encarecimento da tarifa de pedágio. A tarifa da praça de Portão, por exemplo, vai passar de R$ 6,50 para R$ 11,80 em ambos os sentidos – hoje, ocorre em somente um.

Além disso, para Rosa, é necessário rediscutir onde serão alocados os recursos. “Da forma que está, a quantidade de obras não atende nossas necessidades. Trata-se de uma concessão de 30 anos, e não pode a duplicação de Lajeado a Venâncio Aires ser somente no 20º ano. Então, não é apenas o free flow que vamos discutir. Ele é uma peça-chave para melhorar o desempenho do plano”.


Regulamentação  do free flow

– Aprovada em dezembro pelo Contran, a regulamentação do free flow entrou em vigor em 2 de janeiro. Nele, motoristas podem trafegar sem necessidade de parar nas praças de pedágio;

– Com o sistema, é possível a identificação automática e eletrônica dos veículos através de pontos com sensores ao longo da rodovia. No Brasil, a BR-101 (trecho Rio-Santos), deve ser a primeira a ter o modelo adotado;

– Nas rodovias com free flow, devem ser instaladas placas de sinalização vertical de indicação ao longo da via, de forma a garantir que o usuário tenha ciência da cobrança.

Acompanhe
nossas
redes sociais