Descarte de resíduos: pode dar certo

Opinião

Luciane E. Ferreira

Luciane E. Ferreira

Jornalista

Descarte de resíduos: pode dar certo

Por

Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

De volta ao front

Mesmo no descanso do trabalho, é impossível deixar a “jornalista” de lado. É assim há 27 anos, completados ontem. De volta das férias, trago na mochila algumas observações acerca do meio ambiente, propósito maior desta coluna, e comportamento humano, assunto que me encanta. Vamos lá, 2023 está só começando!


Muito discute-se sobre a forma de descartar resíduos seco e orgânico. Podemos enumerar os motivos da discórdia e das reclamações:

1. Ninguém quer lixeiras instaladas em frente à sua casa, condomínio ou estabelecimento.

2. Sacos nas lixeiras de rua são alvo de cães e gatos, que espalham o lixo pelo chão. Difícil quem queira limpar.

3. Acúmulo de lixo nos locais onde a coleta não é diária causa mau cheiro.

4. Guardar os sacos dentro de casa até o dia certo da coleta dá trabalho e também odor no pátio ou apartamento.

Alternativa

Pois Capão da Canoa, onde estive na primeira semana do ano, encontrou uma solução, pelo menos onde estão os condomínios verticais. Cada prédio tem dois contêineres – um reciclável e outro rejeito – dispostos no espaço físico do prédio, como garagem, pátio. O próprio condomínio se encarrega de colocar em sacos pretos ou azuis, conforme o resíduo, e levar à calçada no dia horário mais próximo da coleta.

Semelhança

O bairro Centenário, em Lajeado, implantou com sucesso sistema semelhante. Não há lixeiras coletivas nas vias públicas. Os moradores guardam os resíduos em casa e colocam na calçada somente nos dias de coleta – segundas, quartas e sextas-feiras rejeito e quinta-feira, recicláveis.

Detalhe

Nas ruas centrais e na orla não tem lixeiras. Copo plástico, embalagem de alimento ou outro lixo produzido deve ser guardado para ser descartado em casa. O resultado é ruas limpas.

Sacolinha

O trajeto que percorro diariamente no centro de Lajeado, do carro ao trabalho e vice-versa, equivale ao que percorria do apartamento até a beira-mar. O número de cães aqui é muito menor, porém, falta sacolinha para alguns tutores.

Cães

Voltando a Capão, nunca vi tanto cachorro passeando com o dono por metro quadrado. De raça, vira-lata, pequeno, médio, grande… A grande maioria dos tutores com sacolinhas para recolher o cocô.


Investimentos

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou 2022 com concessão de R$ 205 milhões em financiamentos para obras de pequenas hidrelétricas, usinas fotovoltaicas e novos sistemas de iluminação pública em cidades gaúchas. No acumulado entre 2019 e o ano passado, o banco soma R$ 504 milhões em crédito no Rio Grande do Sul para investimentos em energias limpas e no consumo responsável.


Ameaçadas de extinção

Pesquisadores do Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar identificaram animais de 12 espécies ameaçadas de extinção na Reserva Natural Salto Morato, no litoral norte do Paraná.

Entre os mamíferos registrados, estão três espécies que também ocorrem no Vale do Taquari: o gato-mourisco (foto), o gato-do-mato e o gato-maracajá. No Paraná ainda houve registro da onça-parda ou puma e onça-pintada.

 

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