AECA busca reparação

Opinião

Rodrigo Martini

Rodrigo Martini

Jornalista

Coluna aborda os bastidores da política regional e discussão de temas polêmicos

AECA busca reparação

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Gustavo Adolfo 03

A Associação de Ecologia e Canoagem (AECA) busca se livrar de um enrosco totalmente alheio aos seus propósitos. Com uma belíssima história de 37 anos de atuação social e esportiva em Estrela, a entidade consta como sendo a contratante em um polêmico documento entregue por uma empresa de transporte de passageiros à ANTT.

Tal empresa foi contratada para levar 12 pessoas aqui do Vale do Taquari em uma “excursão” até Brasília, na véspera dos atos de vandalismo contra os Três Poderes. Questionada, a atual direção da AECA afirma e reforça que teve o nome usado de forma indevida por terceiros, e que não tem nada a ver com a viagem.

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Na sexta-feira, o prefeito de Estrela, Elmar Schneider, recebeu um dos representantes da associação. Também participaram do encontro os secretários de Administração e Segurança, Comandante César, de Cultura, Esporte e Turismo, Joel Mallmann, e o procurador jurídico, Rodolfo Agostini. Hoje, o Executivo possui convênios com a entidade.

Os agentes públicos reforçam a importância do serviço prestado à comunidade regional, e demonstram preocupação com os fatos divulgados. E a sugestão é para que a própria AECA procure a Polícia Federal para esclarecer o caso. Por ora, foi feito um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.

Ainda nessa sexta-feira, a AECA publicou outra nota oficial sobre os fatos, lamentando o uso indevido do nome e do CNPJ da entidade. “Tal situação nos deixa com o sentimento de muita tristeza, pois nosso trabalho é desenvolvido há 37 anos, visando o bem estar da criança e do adolescente, preparando-os para a vida, diante da precariedade de o Estado manter os direitos fundamentais da criança e do adolescente. Como sociedade civil organizada, temos o compromisso de dar nossa contribuição para o bem estar de uma geração, que em um futuro próximo, serão os gestores de diversos segmentos de nossa sociedade”.

Por fim, a associação reforça que fará de tudo para esclarecer tal situação e buscar na justiça uma reparação ao dano causado na imagem da entidade. E com razão. Se alguém por ventura falsificou algum documento oficial ou utilizou de forma indevida o CNPJ da AECA, é preciso que se apure e puna os eventuais culpados. Afinal, os 37 anos de história não podem ser manchados por uma injustiça.

Crédito: Divulgação


Lula, moralize o cartão corporativo!

Após um dos atos mais violentos registrados contra a frágil democracia brasileira, o governo federal não esperou uma semana para quebrar o sigilo sobre as visitas à ex-primeira-dama e incendiar ambas as militâncias com mais uma celeuma. Também foram divulgados os famigerados gastos com o tal “cartão corporativo”, uma criação dos tempos de Fernando Henrique Cardoso, utilizado a esmo por todos os demais presidentes, e cujas cifras sempre causam espanto e muita especulação entre os eleitores.

E com razão. Afinal, em um país com tantas mazelas e problemas sociais crônicos, é de se esperar que nossos agentes públicos sejam mais modestos na hora de usufruírem dos recursos do contribuinte. Não quero entrar no embate sobre quem gastou mais ou menos. Até porque as regras sobre o uso desta ferramenta mudaram ao longo dos últimos anos, os preços dos produtos e serviços eram diferentes em outrora, e cada chefe de estado tem lá as suas peculiaridades.

Entre essas, a necessidade (ou não) de segurança ainda mais reforçada, por exemplo, ou seus mais variados gostos e paladares para gastronomia e hospedagem Brasil e mundo afora. Fato é que se gasta muito com o tal cartão corporativo, e se explica e justifica pouco. Dito isso, e também para dar uma satisfação ao seu eleitor que hoje tanto questiona o mecanismo, Lula tem a caneta e a tinta na mão para moralizar ou, até mesmo, extinguir o questionável benefício.


Ampliação na Pasqualini

O governo de Lajeado vai, enfim, iniciar as obras de alargamento da Av. Alberto Pasqualini, em frente ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e a Escola Estadual de Educação Básica Érico Veríssimo, no bairro São Cristóvão, junto à esquina com a rua Fábio Brito de Azambuja. Os trabalhos iniciam neste fim de semana com a remoção de árvores do local e também do muro do Senai. A via será ampliada em cinco metros.


Guardem esse nome!

O economista mineiro Pedro Capeluppi será o secretário responsável pelas Parcerias e Concessões. Ele tem 39 anos. É formado pela Universidade de Brasília (UnB), e possui pós-graduação em Finanças, Investimentos e Banking pela PUCRS. Pertence à carreira de Auditor de Finanças e Controle da Secretaria do Tesouro Nacional desde 2014.

Foi Secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura e, em janeiro de 2021, assumiu o cargo de Secretário Especial Adjunto de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia. Em julho do ano passado, tornou-se Secretário Especial. No currículo público, participações no Marco Legal do Saneamento, na privatização da Eletrobrás e do metrô de Belo Horizonte. E ele será o porta-voz do governo estadual para o projeto de concessão das nossas rodovias.


TIRO CURTO

• O prefeito de Lajeado vetou o projeto criado e aprovado na câmara de vereadores, e que denomina de Praça da Lyall a nova área de lazer do bairro São Cristóvão, na esquina da avenida Piraí com a Coelho Neto. A justificativa é que o uso do espaço público para eventual publicidade necessitaria de um processo licitatório. É estranho. Afinal, o mesmo governo já sancionou nome de rua em homenagem a outra construtora da cidade.

• Fabrício Guazzeli Peruchin (União Brasil) foi candidato a deputado federal em 2022. Ele conquistou 1.354 votos. Na sexta-feira, o governador Eduardo Leite (PSDB) confirmou o nome dele como o novo Secretário de Habitação e Regularização Fundiária. Enio Bacci (União Brasil) também estava cotado.

• Estarei de férias na próxima semana. Retorno no dia 24. Até lá. E juízo, pessoal.

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