STR investe em proteção digital

Opinião

Thiago Maurique

Thiago Maurique

Jornalista

Coluna publicada no caderno Negócios em Pauta.

STR investe em proteção digital

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Atualizado quinta-feira,
12 de Janeiro de 2023 às 08:09

Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Em um ano marcado por crescimento no orçamento e no número de clientes, motivado principalmente pelo fim das restrições de combate à covid-19, o STR Lajeado investe na estrutura de Tecnologia da Informação e de proteção às ameaças digitais. Presidente da organização, Lauro Baum afirma que a medida foi necessária diante dos inúmeros casos de ataques hackers contra empresas da região, incluindo outros supermercados.

Segundo Baum, após um 2021 marcado pela campanha de 30 anos dos supermercados, que atraiu novos clientes, o ano passado teve alta de 11,3% no número de compradores. “São pessoas que conheceram nossas lojas, e a nossa filosofia, focada na qualidade, no bom atendimento e em preços competitivos.”

O orçamento do ano passado ficou em R$ 155 milhões, alta de 18% na comparação com o ano anterior. Além do investimento em TI, a empresa renovou a frota e também promoveu a reestruturação interna e pintura externa das cinco unidades (Lajeado, Estrela, Marques de Souza, Santa Clara do Sul e Forquetinha). Para 2023, a projeção é de chegar aos R$ 176 milhões.

Crédito: Divulgação


Calçadistas gaúchos embarcam para feira na Itália

Duas marcas de calçados do RS com fábricas no Vale do Taquari estão entre as brasileiras que participam da Expo Riva Schuh – uma das maiores feiras do mundo do setor. A Beira Rio e a Picadilly integram o evento que começa no sábado, 14, e vai até terça-feira, 17, na cidade de Riva del Garda, na província de Trento, Itália.

A participação das marcas nacionais no evento global faz parte do programa Brazilian Footwear, mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Além da participação física na feira, as marcas brasileiras também recebem forte divulgação on-line. Nos dias que antecedem a feira, as expositoras são amplamente divulgadas para compradores internacionais pela internet.


Recorde nas exportações de frango

As cooperativas do Vale do Taquari ajudaram o Brasil a bater recorde nas exportações de frango em 2022. Dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que 4.822 milhões de toneladas de carne de frango foram exportadas no ano passado aumento de 4,6% em relação a 2021. Em receita, o desempenho foi ainda maior, com 9,7 bilhões de dólares – alta de 27,4%. Com sede em Encantado, a Dália iniciou os embarques de frango em 2020, enquanto a Languiru, de Teutônia, embarcou o primeiro contêiner de aves em dezembro do ano passado.

De acordo com a ABPA, o desempenho do setor está relacionado com a reconfiguração do mercado internacional de proteína animal, marcado pelos efeitos do conflito no Leste Europeu, do aumento dos custos de produção na União Europeia e do quadro sanitário da avicultura. Neste cenário, o fato do Brasil nunca ter registrado casos de gripe aviária traz grande vantagem competitiva ao país – o que pode beneficiar as cooperativas do Vale em 2023.


 

RÁPIDAS

• Gaúchos rumo à NRF – Parte da comitiva gaúcha que acompanhará a maior feira mundial de varejo já está em Nova York. Representantes de dez empresas do Estado, incluindo a Papelaria Cometa, de Lajeado, participam a partir desse domingo, 15, da Retail Big Show, evento promovido pela National Retail Federation (NRF), a federação norte-americana do setor. A missão inclui visitas às principais empresas mundiais do varejo e foi organizada pelo Sebrae-RS, que publica diariamente conteúdos sobre as atividades nas redes sociais, com comentários de Fabiano Zortéa. Vale acompanhar.

• Consumo das famílias – O Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) publicou dados que apontam desaceleração no consumo das famílias após dois anos de alta. A projeção é de redução de 0,8% em 2023 na comparação com o ano passado. Conforme o estudo, a piora do orçamento das famílias é provocado pelo elevado patamar da taxa de juros, hoje em 13,75% ao ano, a inflação ainda alta – o IPCA de 2022 fechou em 5,79% –, a inadimplência também elevada e o fim dos estímulos fiscais.

 

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