Inflação do aluguel fecha 2022 com elevação de 5,4%

ECONOMIA

Inflação do aluguel fecha 2022 com elevação de 5,4%

Preços à construção e dos metais elevaram custo dos contratos. Ainda assim, variação do indicador é a menor em três anos

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Atualizado terça-feira,
10 de Janeiro de 2023 às 08:10

Inflação do aluguel fecha 2022 com elevação de 5,4%
Corretores projetam ano com manutenção da taxa de reajuste na faixa de 5%. Crédito: Felipe Neitzke
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) fechou o ano com alta de 5,4%. A apuração é da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Entre os componentes responsáveis pelo aumento estão os preços com mão de obra e materiais na construção, além de produtos de maior influência, como é o caso do minério de ferro.

Apesar do aumento, a variação é a menor desde 2019, quando fechou em 7,3%. Nos anos seguintes houve a disparada do percentual. Já sob influência da pandemia e os impactos econômicos, em 2020 a alta alcançou 23,1% e, em 2021, foi de 17,7%.

Para corretores de imóveis do Vale do Taquari, houve um momento de muita insegurança e tratativas para manter a renda dos locatários e reduzir o impacto no bolso de quem mora de aluguel. “Foi um período em que o dono do imóvel precisou escolher em manter o inquilino que pagava em dia ou pedir mais e correr o risco de perder esse valor”, lembra a administradora de uma imobiliária, Neima Librelotto. Para este ano, imagina um cenário melhor. “Esse percentual do IGP-M é mais próximo da realidade frente ao momento econômico”, pontua.

Negociação

As imobiliárias percebem menor procura na locação de imóveis desde novembro do ano passado. A expectativa é de reversão neste ano. “Estamos também em um momento de férias e aos poucos o trabalho retoma seu ritmo e os negócios engrenam”, diz Neima.

Menor variação do IGP-M

O setor de locação de imóveis chegou a cogitar a troca do indexador de reajuste durante a pandemia. Na avaliação do delegado da sub-região de Lajeado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) e representante do Sindicato das Imobiliárias do RS (Secovi), Marco Aurélio Munhoz, isso não foi necessário. “A partir do momento em que há imobiliárias de credibilidade, tanto o locatário quanto o locador têm a segurança nas operações”, destaca Munhoz.

A expectativa, destaca Munhoz, é manter durante o ano o percentual na faixa de 5%. “Conseguimos superar mais esse período de elevação e prevalece o mesmo indicador. De nada adianta trocar o índice, o que determina o mercado é a condição econômica.”

Variação no acumulado de cada ano

2022: 5,45%

2021: 17,78%

2020: 23,14%

2019: 7,30%

Fonte: FGV

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