Aqueles que menos têm,  mais têm a oferecer

Opinião

Bibiana Faleiro

Bibiana Faleiro

Jornalista

Colunista do Caderno Você

Aqueles que menos têm, mais têm a oferecer

Por

Gustavo Adolfo 1 - Lateral vertical - Final vertical

Nesta época do ano, quando se aproxima o Natal, nos sentimos mais solidários. Tiramos aquelas velhas roupas do armário, os brinquedos da gaveta. Procuramos alguma família carente que precisa da nossa ajuda. Nós, mesmo fazendo pouco, nos sentimos felizes por ajudar.

Que bom que essa solidariedade existe em todo fim de ano. Mas, que bom seria se ela não precisasse esperar 12 meses para aparecer. Porque aquelas famílias que ganharam um arroz e um feijão em dezembro, também precisam comer em janeiro e em todos os dias depois.

Tem vezes em que doar o nosso tempo vale mais pra gente do que para o outro. Será que essa balança está correta? Também tem aqueles que acreditam não ser o nosso dever ajudar ninguém. Afinal, as políticas públicas deveriam estar aqui para fazer esse papel. Mas, se a gente pode, por que não colocar um sorriso no rosto de uma criança? Ou nos pais dela?

Uma coisa parece certa: aqueles que menos têm, são os que mais têm a oferecer. Talvez não de forma financeira, mas correm atrás de recursos que substituem a falta dele. Parece que querem dar àquelas pessoas algo que eles talvez não tiveram. E fazem isso todos os meses do ano.
Não é preciso ter tudo para enxergar bondade nas pessoas. É preciso, sim, ter um pouco de empatia e entender que o mundo não é perfeito. Se fosse, nossa solidariedade não seria tão necessária assim. Mas vivemos em um mundo em que precisamos uns dos outros para coisas básicas, como sobreviver.

E essa bondade se multiplica. Depois de conseguir colocar comida na mesa de uma família, qualquer sobra serve para alimentar outras famílias. E assim por diante, até que não falte mais nada a ninguém. Talvez essa seja uma realidade distante ou um tanto utópica. Mas sonhar não custa nada, e o começo pode partir das nossas próprias mãos.

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