“Muitas pessoas vêm até mim contando a sua história sobre o 147”

ABRE ASPAS

“Muitas pessoas vêm até mim contando a sua história sobre o 147”

A arquiteta Ivana Lazzaron Pereira abre mão do conforto dos novos automóveis. Há 12 anos, ela dirige todos os dias um Fiat 147

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“Muitas pessoas vêm até mim contando a sua história sobre o 147”
Crédito: Camila França
Vale do Taquari
Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

O Fiat 147 é uma herança de família? Como você chegou até ele?

Não, o Fiat não é da família. Mas quando eu tinha quatro anos ajudava meu pai a lavar o Fiat 147 dele. Tive uma Variant, que foi meu primeiro carro. Mas ela não era o carro que eu queria, pensei em comprar um fusca após vendê-la, mas antes de vender ela surgiu o Fiat, era segundo dono, ele havia passado de pai para filha, e então sabia que havia encontrado meu carro. Vendi a Variant e comprei o 147.

Há quanto tempo você comprou o Fiat e o que motivou a compra?

Comprei em 2010. Sempre quis um carro diferente. Sempre gostei de coisas antigas, no geral. Móveis, roupas, óculos, tudo na estética dos anos 60 e 70 me chamam a atenção. Na época, tinha muito contato com carros antigos, a ponto de conhecer mais os antigos do que os novos, além de muita vontade de ter o meu em função deste meu gosto por tudo que é retrô!

O que você destacaria como principais dificuldades em dirigir um carro da década de 1970?

Se comparar aos carros mais novos, uma dificuldade de dirigir o Fiat, seria a direção que passa longe de hidráulica [risos]. Outra questão é que o carro tem apenas 4 marchas, então a forma de dirigir é diferente em função disso.

Com certeza você já viveu muita coisa com esse carro. Qual história destacaria?

Sim, muitas histórias para contar, além de ele me proporcionar conhecer muita gente pelo simples fato de dirigir um carro antigo. Muitas pessoas vêm até mim contando a sua história sobre o 147. Então sempre tem alguém para conversar sobre! Em viagens mais longas que fiz com ele (para o litoral do RS e outra para Santa Rosa) as pessoas buzinam, abanam, ficam admirando o carro quando passam por mim! É muito legal essa interação. A última história que lembro para contar é que dando carona para minha afilhada para o balé ela disse: dinda porque estamos andando tão rápido? Mas era apenas o barulho do carro justamente em função da questão das quatro marchas, pelo barulho parecia que eu estava muito rápido, mas não era o caso.

Hoje em dia você pensa em trocar de carro?

Brinco que tenho uma lista de interessados para quando eu decidir vender o Fiat. Mas acho que da família ele não sai tão cedo… acredito que ele fica e outro chega mas ele não irá embora.

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