“Precisamos de uma agroindustrialização”

GABRIEL SOUZA

“Precisamos de uma agroindustrialização”

Futuro vice-governador do RS visitou ontem a Expovale e defendeu valorização das cooperativas de produção. Também garantiu diálogo na retomada da discussão sobre o plano de concessão das rodovias estaduais

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Atualizado sexta-feira,
18 de Novembro de 2022 às 08:39

“Precisamos de uma agroindustrialização”
Gabriel Souza visitou estandes da Expovale + Construmóbil, acompanhado de líderes políticos e empresariais´. Crédito: Filipe Faleiro
Lajeado
Gustavo Adolfo 2 - Lateral vertical - Final vertical

Vice-governador eleito pelo RS, Gabriel Souza (MDB) esteve ontem à tarde em Lajeado e visitou os estandes da Expovale+Construmóbil no Parque do Imigrante. Foi a primeira agenda na região de um representante da nova administração estadual desde o segundo turno das eleições.

Souza foi recebido por volta das 17h por uma comitiva de prefeitos do Vale, vereadores, líderes de diferentes partidos e também por empresários da região e representantes da comissão organizadora do evento. Depois, se dirigiu ao espaço da Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) no parque, onde falou brevemente com a imprensa.

Durante a visita aos pavilhões da Expovale, Souza também passou pelo estande do Grupo A Hora e concedeu entrevista à Rádio A Hora. Na ocasião, se comprometeu em abrir diálogo com os setores produtivos em relação ao plano de concessão das rodovias estaduais, cujo leilão do lote 2, do qual as estradas da região fazem parte, foi adiado.

“Em nenhuma hipótese vamos deixar de dialogar com a região. Faremos isso no momento oportuno. Já superamos a fase de debater o pedágio, que é necessário e importante, a partir da concessão. Os estados com logística mais adequada, como é São Paulo, está baseada na concessão”, salienta.

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Dificuldades das cooperativas

Questionado sobre as dificuldades enfrentadas por cooperativas de produção da região, Souza afirma que o governo gaúcho dará atenção especial ao setor. Para isso, defende a valorização, com o beneficiamento do produto.

“O RS é o estado do cooperativismo, e nesse caso específico, o governo de transição está com acesso aos dados franqueados pelo atual governo. Precisamos de uma agroindustrialização do estado. Não podemos ficar na produção de commodities e apenas exportar produto não beneficiado, e ainda tendo dificuldades logísticas”, opina.

Souza lembrou ainda que, mesmo com uma estiagem histórica, o estado deve ter uma safra recorde de milho. “E também se projeta uma safra muito boa da soja. Tudo isso aponta a um 2023 muito mais positivo do que já colhemos em anos anteriores”.

Prioridades

Um dos principais nomes da transição, Souza também reforçou a intenção do governador Eduardo Leite em priorizar a educação na próxima gestão. Para isso, destaca a importância de solucionar problemas de infraestrutura nas escolas, hoje um dos principais alvos de críticas da comunidade.

“Infelizmente a infraestrutura escolar está defasada há tempos. É um problema crônico, como a falta de banheiros em escolas. Precisamos avançar nesse sentido. E a educação será nossa bandeira número 1”, garante.

O vice-governador também salienta que não haverá atraso em nenhuma ação desenvolvida pela gestão atual. “É uma garantia do governo de transição. Não teremos nenhum tipo de perda de tempo”, frisa Souza, ao elogiar o governador atual, Ranolfo Vieira Júnior. “É uma transição facilitada, de um governo que não é meramente continuidade, mas sim de evolução”.

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