Da rotina no campo ao desafio de levar internet às comunidades

O MEU NEGÓCIO

Da rotina no campo ao desafio de levar internet às comunidades

Proprietários da FB Net compartilham a trajetória da empresa que surgiu em Venâncio Aires e hoje atende 15 cidades. Expansão no Vale passa pela compra da Trip Tecnologia

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Da rotina no campo ao desafio de levar internet às comunidades
Junior Bohn e Grasiela Tarelli estiveram no O Meu Negócio transmitido na Expovale+Construmóbil. Crédito: Deivid Tirp
Vale do Taquari

Em programa especial durante a Expovale + Construmóbil, Junior Bohn e Grasiela Tarelli falaram dos desafios, conquistas e o futuro da FB Net. O empreendimento iniciado há 16 anos surgiu para proporcionar conectividade às famílias da área rural. Neste período, a evolução da tecnologia permitiu qualificar o serviço e a expansão nos Vales.

Entre as recentes conquistas, o provedor incorporou a Trip Tecnologia, com sede em Estrela e que também atende a microrregião de Teutônia. Já consolidada em Lajeado, a FB Net implementou fibra óptica em toda a cidade com estrutura capaz de absorver a demanda pelos próximos dez anos.

Durante entrevista com Rogério Wink, Bohn destacou o orgulho de suas origens. Sendo filho de agricultores, teve uma infância comprometida com a rotina da roça. Ajudava no manejo do rebanho leiteiro e no cultivo do tabaco. Seu interesse em eletrônica proporcionou experiências e oportunidades para montar o próprio negócio.

Ao lado da esposa Grasiela, iniciou loja de informática e, em novembro de 2006, abriu o provedor de internet. A empresa teve como foco as localidades do interior onde o desafio de levar sinal de internet era maior e não havia interesse pelas grandes operadoras de telecomunicação. Já o plano de expansão iniciou após atender 100% das cidades de Venâncio Aires e Mato Leitão.

Hoje, a segunda maior unidade fica em Lajeado. A empresa também conta com Ponto de Troca de Tráfego (PTT) na Univates, o que permite melhor experiência e qualidade dos serviços. Como meta para os próximos anos, Bohn enaltece o compromisso de fornecer sinal estável e se ocorrer alguma interrupção seja em menor tempo possível.


ENTREVISTA – Junior Bohn • CEO DA FB NET

“Os pequenos provedores foram fundamentais para a inclusão digital”

Rogério Wink – Qual sua história e como surgiu o interesse pela tecnologia?

Junior Bohn – Sou natural de Linha Cecília, interior de Venâncio Aires. Meu pai, Edmar Bohn, ainda mora na propriedade onde passei a infância. Aprendi cedo a trabalhar na roça, ajudava a cuidar do gado leiteiro e também da produção de tabaco. Naquela época não existia telefone e muito menos internet. Hoje o cenário é outro, até mesmo a agricultura está muito conectada. Ainda quando cursava o Ensino Médio, uma tia que mora nos Estados Unidos me presenteou com curso de eletrônica. E assim fui em busca de emprego na área até abrir o próprio negócio que depois se transformou na FB Net.

Como é trabalhar em família e o que cada um faz?

Bohn – Eu e a Grasiela estamos juntos faz 25 anos. Ela também é de Venâncio Aires, morava mais próximo do Centro e teve como primeiras experiências o trabalho em supermercado. Sempre gostou de números e hoje cuida de toda parte de gestão do administrativo e financeiro. Eu sou mais técnico, CEO da empresa e também gestor na área de desenvolvimento e inovação. O segredo para manter a harmonia no relacionamento é não levar os problemas da empresa para casa e os de casa à empresa.

A partir da consolidação em Venâncio Aires, como foi a expansão para Lajeado?

Bohn – A Capital do Chimarrão é menor que Lajeado e decidimos que era preciso levar internet para 100% da cidade antes de ampliar a área de atuação. Antes da fibra óptica, chegamos a ter 90 torres de transmissão via rádio. Essa tecnologia foi aos poucos substituída e a partir do Ponto de Troca de Tráfego (PTT), na Univates, foi preciso levar fibra até Lajeado. Isso determinou nossos investimentos no Vale do Taquari.

Como é espalhar os cabos pelas cidades?

Bohn – Cada empresa é responsável por sua estrutura. Para fixar os cabos ópticos é preciso de projeto junto da concessionária de energia e contrato de locação. Quando nós definimos levar sinal para um município primeiro é feito todo o projeto.

A instalação da rede ocorre de forma gradual conforme capacidade de expansão. Na região de Lajeado essa receptividade foi muito boa, aqui existe esse desejo de crescimento coletivo. Nosso crescimento constante já fez superar as projeções de equipe. Passamos a marca de 100 funcionários.

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